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Um mês sem Facebook aumenta os níveis de bem-estar, diz estudo

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Sair do Facebook pode ser melhor para a saúde mental dos utilizadores, mas também os deixa menos informados, diz um estudo da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.

a Universidade pagou 100 dólares a um grupo de pessoas para desativarem a conta durante quatro semanas

LUONG THAI LINH/EPA

Desativar a conta do Facebook traz vantagens e desvantagens: se, por um lado, nos dá mais tempo com a família e os amigos, por outro pode deixar-nos menos informados. O estudo é da Universidade de Stanford e foi feito com o objetivo de perceber que impacto o Facebook tem nas vidas das pessoas quando desativam a conta.

Matthew Gentzkow, professor de economia em Stanford e um dos responsáveis pelo estudo, disse ao Recode que a Universidade pagou 100 dólares a um grupo de pessoas para desativarem a conta durante quatro semanas. Os resultados são maioritariamente positivos, portanto, quais são as vantagens? Matthew Gentzkow garante que, ao abandonar o Facebook, ”as pessoas passam menos tempo online e nos telemóveis”, ou seja, convivem mais com a família e os amigos. Além disso, a saúde mental dos utilizadores sai reforçada. O estudo concluiu que quem saiu do Facebook teve “melhorias pequenas mas significativas no bem-estar”.

Por outro lado, o professor de Stanford conta que ”para muitas das pessoas, estar no Facebook levou-as a ler mais e a consumir mais política”, e portanto quando saem consomem menos informação.

Eu acho que eles [empresas de redes sociais] se tornaram empresas de media por acidente sem sequer o terem planeado”, diz Matthew Gentzkow.

A diferença é que, neste caso, as redes sociais ”estão muito mais segregadas por ideologia do que por qualquer outra fonte de informação […] e de alguma forma, sair do Facebook reduz a polarização política”.

A explicação para isto, segundo o estudo, é que ao consumir televisão as pessoas vão captar mais conteúdos de diversas fações políticas, enquanto que no Facebook, os utilizadores leem aquilo que os amigos, que à partida têm interesses semelhantes, partilham.

Mas o professor diz não haver assim tantas pessoas a serem influenciadas por aquilo que vêem no Facebook, mas que essa percentagem continua a ser significativa: ”Se 10% das pessoas estão convencidas de que não querem vacinar os filhos, o número ainda representa um monte de crianças que corre o risco de ficarem doentes ”.

Parece, então, que há aqui um empate. ”Eu penso que como somamos as vantagens e desvantagens depende de muita coisa, incluindo valores pessoais, aquilo que cada pessoa pensa acerca da polarização política e o valor que damos às redes sociais”, concluiu.

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