Aníbal Cavaco Silva

Cavaco Silva: “Nunca atendi o telefone a um jornalista e nunca telefonei a nenhum”

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"A comunicação social nunca gostou muito de mim, ou quase nada". O ex-Presidente da República diz à TSF que a "dignidade" dos cargos que desempenhou o obrigavam a um "distanciamento" dos media.

ANDRE DIAS NOBRE / OBSERVADOR

O ex-Presidente da República e ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva admitiu esta sexta-feira que sempre teve uma relação difícil com a comunicação social — mas por opção. Em declarações ao site multimédia especial da TSF a propósito dos 30 anos daquela rádio, Cavaco Silva reconhece que sempre achou que “faz parte da dignidade do exercício das funções manter um distanciamento em relação à comunicação social”, diz.

“A comunicação social nunca gostou muito de mim, ou quase nada, porque eu tinha determinados princípios de que não me afastava no relacionamento com a comunicação social. Eu achava que um primeiro-ministro, um governo, devia dar mostras de independência total em relação a todos os grupos, incluindo a comunicação social”, diz, admitindo que durante todo o tempo que exerceu funções de primeiro-ministro, primeiro, e de Presidente da República, depois, nunca telefonou pessoalmente a jornalistas.

Durante os meus mandatos de primeiro-ministro e os meus mandatos de Presidente da República, eu nunca atendi uma chamada telefónica de um jornalista nem nunca telefonei a nenhum jornalista”, afirma.

Assumindo que é, nesse aspeto, “caso único da política portuguesa”, Cavaco acredita que “faz parte da dignidade do exercício de funções manter um distanciamento em relação à comunicação social, aqueles que apreciam, julgam, divulgam aquilo que fazem os órgãos de soberania”.

Ou seja, uma “relação de respeito”, sim, mas não de proximidade. “Tive encontros com a comunicação social, em pequenos-almoços ou almoços, respeitava, mas fazia questão de manter um certo distanciamento porque era uma questão de exercício com dignidade do cargo”, diz.

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