Presidente Trump

Advogado de Cohen pediu a Trump indulto presidencial para o seu cliente

O pedido terá sido feito depois de o escritório de Cohen ter sido alvo de buscas. Advogado de Trump manteve a hipótese em aberto. Na semana passada, Cohen disse que nunca pediu um indulto a Trump.

Michael Cohen disse no Congresso que nunca pediu, nem aceitaria, um indulto a Donald Trump

AFP/Getty Images

O advogado de Michael Cohen, que foi durante vários anos advogado de Donald Trump e que foi condenado a três anos de prisão por crimes financeiros e por ter mentido sob juramento no Congresso, procurou junto do Presidente dos EUA obter um indulto presidencial para o seu cliente.

A notícia é do Wall Street Journal, que cita fontes próximas do processo. As conversações entre as duas partes terão ocorrido depois de, em abril de 2018, os escritórios de Michael Cohen, tal como a sua casa e o quarto de hotel onde estava na altura, terem sido alvos de rusgas do FBI.

De acordo com o Wall Street Journal, as conversas aconteceram entre o advogado de Michael Cohen à altura, Stephen Ryan, e três dos então representantes legais: Jay Sekulow, Joanna Hendon e o . Segundo aquele jornal, a possibilidade de Donald Trump vir a indultar Michael Cohen no caso de este vir a ser condenado — o que acabou por acontecer —  foi afastada mas não na totalidade. O Wall Street Journal escreve até que Rudy Giuliani em particular “deixou em aberto a possibilidade de o Presidente poder indultar Cohen no futuro”.

Esta versão contradiz em parte o testemunho que Michael Cohen deu na semana passada em audição na Câmara dos Representantes. “Eu nunca pedi, nem nunca aceitaria, um indulto do senhor Trump”, disse o ex-advogado, que ainda assim não negou, porque também não lhe foi perguntado, se alguém teria feito esse pedido no seu lugar.

Michael Cohen foi advogado de Donald Trump entre 2006 e 2018, tendo sido a maior parte desses anos marcados por uma lealdade a toda a prova daquele advogado para o seu cliente. Michel Cohen chegou mesmo a dizer que era capaz de “levar um tiro” por Donald Trump, o seu principal e mais ilustre cliente. No âmbito da investigação em torno do alegado conluio entre a campanha republicana e o Kremlin em 2016, Michael Cohen foi acusado — e admitiu — os crimes de financiamento ilegal de campanha política e de falso testemunho sob juramento no Congresso.

Na semana passada, já com a certeza de que vai ser preso, mas também com um acordo de cooperação com as autoridades pendentes, o que pode vir a reduzir-lhe a pena, Michael Cohen foi chamado pelo Partido Democrata a prestar depoimentos na Câmara dos Representantes.

Durante um longo testemunho, em que teve uma intervenção inicial e depois respondeu às perguntas de diferentes congressistas, Michael Cohen acusou Donald Trump de ser “racista”; implicou que ele teria conhecido da reunião, durante a campanha de 2016, entre o seu filho e genro com uma mulher com alegadas ligações ao Kremlin; mostrou documentação para tentar provar como ele próprio pagou e foi reembolsado pelo Presidente pelos 130 mil dólares (115 mil euros) que transferiu para a atriz pornográfica Stormy Daniels, que alega ter tido um caso com Donald Trump.

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