O quadro Judith e Holofernes foi encontrado por acidente em 2014, quando os donos de uma casa perto de Toulouse, em França, iam arranjar o telhado. A história insólita do quadro valioso achado num sótão continua: comprovada a sua veracidade, e depois de ser recusada pelo Louvre, a pintura com 400 anos de Caravaggio vai ser leiloada no próximo dia 27 de junho. Se vendida, o seu valor pode ascender aos 150 milhões de euros, escrevem diferentes meios de comunicação internacionais.

O estilo de Caravaggio serviu de pista desde o início e a pintura — cuja tela tem 144 centímetros de largura e 175 de altura e representa a decapitação de Holofernes por Judith — foi submetida a uma limpeza e examinada durante anos. Atualmente, o quadro pintado entre 1600 e 1610 está exposto na Galeria Colnaghi, em Londres.

Salvo alguns danos, o quadro descoberto em 2014 estava num estado de conservação tão bom que espantou os especialistas. Eric Turquin afirmou ao jornal brasileiro Estadão que, agora, há certezas de que esta é a tela de Caravaggio, a qual vai a leilão dentro de meses. O especialista de arte admite que o quadro seja de muito interesse entre compradores fora da Europa: “Esta pintura é muito importante porque Caravaggio é um grande artista que fala com a nossa geração, e existem apenas mais 65 pinturas conhecidas dele”, disse Turquin, que esteve linha da frente deste caso tendo em conta o trabalho de investigação que fez sobre a autenticidade da pintura.

Apesar de o Louvre ter ponderado adquirir a obra, o museu parisiense acabou por não o fazer, uma vez que já tem três quadros de Caravaggio em exposição. Agora o quadro vai em junho a leilão, em Toulouse.