No ano passado realizaram-se em Portugal 311 festivais de música, mais 39 do que em 2017, a maioria dos quais de pequena dimensão e que mobilizaram 2,7 milhões de espectadores, segundo a Aporfest — Associação Portuguesa de Festivais de Música.

Dos 311 festivais, que decorreram em território nacional entre janeiro e dezembro do ano passado, mais de metade realizaram-se entre 15 de junho e 15 de setembro, refere a Aporfest no relatório anual “Festivais de Música em Portugal”, a que a Lusa teve acesso, que será apresentado na sexta-feira, em Lisboa, no âmbito do Talkfest — Fórum Internacional de Festivais de Música.

Segundo a Aporfest, a maioria dos festivais portugueses “é ainda de pequena dimensão (com menos de 1.500 espectadores por dia), com a larga maioria a ser realizada por pessoas coletivas privadas sem fins lucrativos (associações, cooperativas, fundações) e entidades públicas”.

Os festivais de pequena dimensão representam 54,9% do total. Já os de grande dimensão (com mais de dez mil espectadores por dia) representam 12,9% e, os de média dimensão (entre 1.500 e dez mil espectadores por dia), 32,2%.

Em termos geográficos, o distrito de Lisboa foi o que acolheu o maior número de festivais (53), seguido do Porto (11), Braga, Leiria e Funchal (oito), Coimbra e Guimarães (Sete) e Évora (seis).

Pelos 311 festivais realizados no ano passado, passaram 2,7 milhões de espectadores. O Rock in Rio, o NOS Alive e MEO Sudoeste foram os que registaram maiores audiências: 280 mil espectadores em quatro dias, 165 mil em três dias e 147 mil em cinco dias, respetivamente.

Estes três festivais estão entre os 82,1% com entrada paga. Os restantes têm entrada gratuita (16,3%) ou mista (1,6%).

O valor médio dos bilhetes foi de 14 euros e dos passes de 35 euros.

Em relação aos cartazes, o relatório refere que 62,1% das atuações foram de artistas ou bandas portuguesas e 37,9% de artistas ou bandas internacionais.

No ano passado, houve “apenas três cancelamentos” de festivais, “após o anúncio de datas ou lançamento de artistas para o alinhamento”.

Nos 311 festivais que se realizaram, “a ocorrência de incidentes graves foi praticamente nula“, o que, considera Aporfest, “valida e reforça os cuidados no planeamento e gestão dessegurança adstritos aos festivais, nomeadamente os de recinto ao ar livre”.

No relatório da Aporfest, foram considerados festivais “em que o cerne da sua ação é exclusivamente a música ou a música é pelo menos dois terços da sua programação cultural”.