TAP

Primeiro A321Lrneo vai contribuir para a melhoria dos resultados da TAP

O presidente da comissão executiva da TAP SGPS defendeu que o primeiro avião A321LRneo, apresentado pela companhia, será oportunidade para melhorar o prejuízo de 118 milhões de euros de 2018.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente da comissão executiva da TAP SGPS defendeu que o primeiro avião A321LRneo, que foi apresentado esta sexta-feira pela companhia, vai contribuir para a melhoria do prejuízo de 118 milhões de euros, registado pelo grupo em 2018.

“A TAP tem uma oportunidade enorme de melhorar o seu resultado, esta vai ser uma das aeronaves que vai contribuir para isso”, disse Antonoaldo Neves, durante a apresentação da aeronave, em Lisboa. De acordo com o responsável da companhia aérea, o A321Lrneo vai permitir “uma expansão de imagem muito significativa” e fazer com que a companhia tenha um “crescimento sustentável” pelos próximos 74 anos.

“Esse avião não só representa muito para Portugal, porque o nosso país vai ser o primeiro a voar com ele no Atlântico, como vai ser único a poder voar na Europa para o nordeste do Brasil e dos Estados Unidos […]. É uma coisa importantíssima para Portugal, mas também é tão importante para a TAP”, indicou.

O grupo TAP registou, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, conforme foi anunciado em 22 de março. Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo. O crescimento das receitas do grupo engloba a expansão do mercado nos EUA (mais 10%) e, pela negativa, o efeito da desvalorização cambial no Brasil (menos 16%).

O presidente da comissão executiva do grupo TAP vincou ainda que, apesar dos resultados, o plano estratégico da TAP não vai mudar: “O plano pode ser medido na quantidade de empregos, lucro, na pontualidade. Há diversas métricas para avaliar o sucesso do plano. O plano está nos trilhos. A comissão executiva e o Conselho de Administração têm plena confiança nisso. Diria que estamos no caminho correto, a tomar as decisões difíceis que têm que ser tomadas e não há mudança no plano estratégico da TAP”, assegurou.

Antonoaldo Neves indicou ainda que, antes da privatização, a companhia tinha cerca de 70 aviões e vai atingir entre 110 e 120 aeronaves em cinco anos. Segundo ele, a TAP “é uma empresa que transportava menos de dez milhões de passageiros e vai transportar, sete anos depois, em torno de vinte milhões de passageiros, gerando emprego, oportunidades para os portugueses e, ao mesmo tempo, desenvolvendo um conjunto de parcerias extremamente relevantes para que esta jornada continue”, afirmou.

Por sua vez, o presidente do Conselho de Administração do grupo TAP, Miguel Frasquilho, disse que esta sexta-feira “é um dia histórico” para a empresa e acrescentou que, graças à posição geográfica de Portugal, agora será possível, com a nova aeronave, “fazer um número elevado de destinos intercontinentais”.

Já o ministro das Infraestruturas e da Habitação destacou o “grande esforço” que está a ser feito para o desenvolvimento da empresa, constituindo um “grande orgulho” para todos os portugueses. “Essa é a principal mensagem que queremos dar: de comprometimento do Governo com a estratégia que está a ser seguida pela TAP e a grande confiança que nós temos no crescimento e potencial desta empresa”, sublinhou Pedro Nuno Santos.

Durante a sua intervenção, o governante frisou ainda que o Estado “veio para ficar na TAP, pois “a única maneira de garantir que uma empresa se mantém nacional e não é desmantelada é termos o Estado com uma posição forte na empresa”.

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