O grupo João Portugal Ramos produz seis milhões de garrafas de vinho por ano, em quatro regiões de Portugal, e exporta 60% dessa produção para mais de 25 países, faturando 23 milhões de euros.

Com este valor de faturação, o grupo vitivinícola João Portugal Ramos cresceu 27% em 2018 face a 2017, tendo acrescentado ao seu negócio a empresa de bebidas espirituosas Carvalho Ribeiro e Ferreira.

“Para chegar a estes números de produção e faturação, desde 1997 que temos vindo fazer melhorias na nossa fileira, aproveitando fundos europeus para modernizar tanto as adegas como as linhas de engarrafamento de onde saem todas as nossas marcas de vinhos”, disse à Lusa o administrador João Portugal Ramos.

Ao longo dos últimos vinte anos, o grupo já investiu mais de 30 milhões de euros para se modernizar.

De acordo com o responsável, que não avançou quotas de mercado, os primeiros vinhos exportados tiveram como destino a Suécia e os países nórdicos têm “uma grande importância” no grupo.

Atualmente, a João Portugal Ramos exporta para mais de 25 países em todo o mundo, desde a Ásia, à América do Norte, Norte da Europa, América Latina e África.

“Este é um projeto que começou de raiz e foi executado como apoio de toda a minha família e com ajuda de apoios que o Governo tem colocado à disposição dos vitivinicultores e com recuso à banca. Todo o crescimento e investimento no grupo são sempre bem ponderados. Nos últimos dois anos procedemos a uma reestruturação da empresa, em termos gerais”, explicou o também enólogo e empresário.

João Portugal Ramos frisa que o grupo que administra está em fase de consolidação e destaca o projeto “Duorum”, instalado na Região Demarcada do Douro, que tem recebido sucessivos prémios internacionais em matéria de sustentabilidade e preservação ambiental, onde houve um investimento considerável.

“Com estes e outros projetos, o grupo atravessa uma fase de consolidação, face ao crescimento ou expansão do nosso negócio”, vincou o empresário.

“Houve um crescimento forte na última década e a aposta feita no Douro, em 2007, está a correr bem, mas exigiu muito tempo e trabalho para chegar à qualidade”, justificou o empresário.

O enólogo defendeu que o aumento de qualidade dos vinhos portugueses tem sido “notável” e que o foco terá de passar por essa característica.

“Se conseguirmos produzir com qualidade, estamos no bom caminho, já que os vinhos portugueses começam a ganhar cada vez mais notoriedade no mercado externo”, defendeu.

Os vinhos do grupo João Portugal Ramos são produzidos através de uma estratégia de desenvolvimento sustentável em cerca de 700 hectares de vinhas espalhadas pelo Alentejo, Douro, Minho e Beira Interior.

Outra da apostas do grupo passa pelo enoturismo, onde tem apostado na realização de programas familiares e para grupos de pessoas.