O número de migrantes que tentaram entrar na União Europeia (UE) recuou no primeiro trimestre do ano 13% face ao período homólogo de 2018, segundo dados esta terça-feira divulgados pela Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).

Em março, o número de detenções de pessoas que tentaram entrar irregularmente na UE recuou 7% face a fevereiro para um total de 4.600. Esta evolução deveu-se, de acordo com a nota de imprensa da Frontex, com uma descida das chegadas a Espanha.

Na rota do Mediterrâneo Oriental, o número de migrantes identificados cresceu 10%, quer no primeiro trimestre do ano, face ao período homólogo, para cerca de 9.000 pessoas, quer de fevereiro para março, para mais de 3.000 pessoas.

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Um em cada três migrantes detetados nesta rota era proveniente do Afeganistão e chegou por mar, enquanto um em cada cinco era turco e atravessou por terra. No que respeita à rota do Mediterrâneo Ocidental, o número de migrantes ilegais recuou para metade em março face a fevereiro, para cerca de 450.

No entanto, os dados trimestrais da Frontex apontam para uma subida de 54% face aos primeiros três meses de 2018, para um total de 5.450 pessoas.

Nesta rota, Marrocos é o principal país de origem dos migrantes. No Mediterrâneo Central, o número de migrantes irregulares voltou a subir em março, para os 225, depois de em fevereiro ter recuado para um mínimo de nove anos (60).

Considerando os dados do primeiro trimestre do ano, o recuo foi de 92% face ao mesmo período de 2018, para um total de 480 pessoas, na sua maioria tunisinos e argelinos. Na rota do Balcãs Orientais, houve 650 detenções ilegais em março, acima das 420 de fevereiro.

No que respeita ao trimestre, a subida foi de 81% para 2.300 detenções, na sua maioria de afegãos.

A Frontex alerta para o facto de a mesma pessoa poder tentar entrar na UE através de diferentes rotas.