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Sri Lanka

Sri Lanka. Bombistas suicidas eram de classe média e alta e Presidente pede a demissão de chefe da polícia e secretário da Defesa

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A investigação às ligações dos bombistas ainda está em curso, mas o Presidente do Sri Lanka já pediu a demissão do chefe da polícia e do secretário da Defesa devido à falha da comunicação dos alertas.

O ISIS reinvindicou o ataque mostram os alegados bombistas do ataque suicida no Sri Lanka

AmqaNews Agency

Um dos bombistas suicidas envolvido nos ataques de Domingo de Páscoa terá estudado no Reino Unido e Austrália, confirmou o vice-ministro da Defesa do Sri Lanka, noticiou o jornal britânico The Guardian. Ruwan Wijewardene acrescentou que muitos dos bombistas terão estudado ou vivido fora do país. O Presidente Maithripala Sirisena pediu a demissão do inspetor-geral da Polícia e do secretário da Defesa, motivado pela falta de comunicação dos alertas em relação às ameaças de bomba, noticiou o jornal The Washington Post.

“Acreditamos que um dos bombistas suicidas estudou no Reino Unido e, mais tarde, fez uma pós-graduação na Austrália antes de voltar e se estabelecer no Sri Lanka”, disse o vice-ministro da Defesa, numa conferência de imprensa, na manhã desta quarta-feira. “Este grupo de bombistas suicidas, a maior parte deles são instruídos e vêm da classe média e média-alta, por isso são independentes e as famílias têm estabilidade financeira. Isto é um fator de preocupação.”

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Dois dos bombistas que se fizeram explodir durante o pequeno-almoço nos hóteis Shangri-La e Cinnamon Grand seriam Imsath Ahmed Ibrahim, de 33 anos, e Ilham Ahmed Ibrahim, de 31, irmãos e filhos de um negociante abastado de Colombo, noticia o jornal The Telegraph. O negociante de especiarias, Mohamed Ibrahim, foi um dos detidos depois de uma rusga na zona de Dermatagoda onde vive. Durante a rusga, a nora fez explodir uma bomba que a matou a ela e a outras três pessoas, refere o jornal The Washington Post.

Até ao momento foram detidos 58 suspeitos — 32 dos quais ainda sob custódia policial —, segundo informou Ruwan Gunasekara, porta-voz da polícia, mas ainda estarão a monte nove pessoas diretamente ligadas aos ataques, informaram fontes ligadas à investigação, citadas pelo The Guardian. O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe alertou que além de suspeitos armados, haverá ainda explosivos não encontrados.

Foram realizados sete ataques: três igrejas e quatro hóteis. Entre os nove bombistas, oito estão identificados e apenas um era uma mulher — não é claro se esta mulher é a nora de Mohamed Ibrahim que se fez explodir em casa. Não existia, entre os bombistas, nenhum cidadão estrangeiro.

O vice-ministro da Defesa, Ruwan Wijewardene indicou também que os ataques terão sido inspirados e financiados pelo ISIS — que já reclamou o ataque. Até ao momento, o governo tinha revelado que o grupo islamista National Thowheed Jamath era responsável pelos ataques, embora o primeiro-ministro duvidasse que tivessem capacidade para tanto. “Houve treino e uma coordenação que nunca tínhamos visto antes”, disse Ranil Wickremesinghe, citado pela BBC. O grupo local não reinvindicou o ataque, refere a BBC.

Esta terça-feira, o vice-ministro da Defesa disse que o ataque bombista do Domingo de Páscoa resultou da ação de um grupo que se separou do grupo islamista original, o National Thowheed Jamaath. O líder deste grupo de bombistas ter-se-á feito explodir no ataque ao hotel Shangri-La, em Colombo.

O ministro da Defesa também terá dito que os ataques representavam uma represália aos ataques nas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia. Segundo o jornal The Guardian, os investigadores não têm nenhum pista nesse sentido. Especialistas em segurança, citados pela edição do Daily Mirror, no Sri Lanka, dizem que era muito pouco tempo para preparar um ataque. E a primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, diz que os serviços secretos do país também não detetaram qualquer evidência de ligação entre os ataques.

O Presidente Maithripala Sirisena, que também acumula a pasta de ministro da Defesa, terá reunido esta manhã com o secretário da Defesa, Hemasiri Fernando, e com o inspetor-geral da Polícia, Pujith Jayasundara, para lhes pedir que se demitam dos cargos que ocupam. Em causa estará o facto de os serviços de inteligência já terem sido informados pelos congéneres indianos do possível ataque suicida, mas não terem divulgado essa informação de uma forma mais alargada.

Atualizado às 13h20

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