Kim Jong-un tem um problema com os seus automóveis. À semelhança dos restantes dirigentes mundiais, revela preferência pelas limusinas topo de gama da Mercedes mas, ao contrário dos seus colegas, não consegue comprá-las pela via normal. Isto porque o embargo decretado pelos EUA e União Europeia à Coreia do Norte impede os fabricantes de exportarem para ali os seus veículos.

No ano passado, Kim Jong-Un foi visto em diversas ocasiões utilizando um Rolls-Royce Phantom the Armor, uma das limusinas blindadas mais caras do mercado, isto num país em que o rendimento per capita ronda os 1.800 dólares, contra os 33.000 portugueses.

Contudo, na visita à Rússia deste ano, Kim apresentou-se num Mercedes Maybach S600 Pullman Guard, idêntico aos que Mercedes exporta para todo o mundo, mas não para a Coreia do Norte. A nova aquisição do “grande líder” causou algum espanto, similar ao que já tinha acontecido com o Phantom, o que obrigou o porta-voz da Daimler, Silke Mockert, a declarar que “a Mercedes não faz ideia como aquele veículo foi parar à Coreia do Norte”, acrescentando que o grupo alemão faz questão de “respeitar as leis em vigor quando vende os seus veículos”.

“Não temos quaisquer negócios com o país há mais de 15 anos e cumprimos escrupulosamente com os embargos decretados pelos EUA e pela União Europeia, não só em relação à Coreia do Norte, como a qualquer uma das suas embaixadas”, garantiu ainda Mockert.

Em relação à forma como Kim poderá ter conseguido a limusina, a Daimler admite que “não consegue controlar a venda de carros usados e muito menos as compras de veículos novos por interposta pessoa ou qualquer outro método mais criativo”. Daí que Kim Jong-Un continue a andar de limusina, acompanhado por um batalhão de guarda-costas em passo de corrida ao lado do veículo.