Médicos

Ministra da Saúde admite ser díficil atender a reivindicações dos médicos

Nova tabela salarial e redução de horas nos serviços de urgência "são aspetos reclamados pelos sindicatos, mas dos quais teremos muita dificuldade em nos aproximar", disse Marta Temido.

Marta Temido disse que também não está em cima da mesa a redução da lista de utentes por médico de família

Manuel Almeida/LUSA

A ministra da Saúde admitiu esta quarta-feira ser difícil atender às reivindicações dos médicos sobre uma nova tabela salarial e redução de horas nas urgências, mas afirmou que há um “caminho para fazer” nas negociações com os sindicatos.

Os sindicatos médicos ameaçaram na terça-feira fazer uma greve nacional na última semana de junho, alegando falta de respostas do Governo a um caderno reivindicativo com quatro anos, que inclui uma nova tabela salarial, adequada ao nível de responsabilidade dos médicos, o descongelamento dos vencimentos, os concursos atempados e a redução do número de horas nas urgências hospitalares.

Em declarações feitas esta quarta-feira aos jornalistas, à margem do ciclo de debates “Serões da Saúde”, promovido pela Inspeção Geral das Atividades em Saúde, a ministra da Saúde afirmou que as reivindicações dos médicos de uma nova tabela salarial e da redução de horas nos serviços de urgência “não estavam em cima da mesa”.

“São aspetos que são reclamados pelos sindicatos, mas são aspetos dos quais teremos muita dificuldade em aproximar-nos”, admitiu Marta Temido.

“A questão da redução das 18 para as 12 horas no serviço de urgência é uma medida que penso que no médio e longo prazo teremos de caminhar, mas enquanto não conseguirmos reorganizar o sistema de saúde de forma a torná-lo menos centrado no serviço de urgência será difícil caminhar nesse sentido, mas há um caminho para fazer, há uma reunião marcada para o dia 07 de junho e continuaremos a trabalhar”, disse a ministra.

Também não está em cima da mesa das negociações a redução da lista de utentes por médico de família. “Dissemo-lo logo desde o princípio na medida em que ainda temos portugueses sem médico de família”, afirmou a ministra.

Segundo Marta Temido, está a ser ultimado o concurso para a colocação de 378 médicos recém-especialistas Medicina geral e Familiar da primeira época de 2019 nos prazos que estão consignados na lei, 30 dias após a homologação da nota.

“Isto significa que temos a expectativa de até ao dia 16 de maio ter o concurso da colocação dos recém-especialistas na primeira época de 2019 lançado, o que é um progresso assinalável não só para os profissionais, mas também para os portugueses porque permite contar com mais médicos de família” disse a ministra.

Questionada sobre se há condições para negociar e desconvocar a greve dos médicos, Marta Temido afirmou apenas que neste momento a greve “é uma possibilidade”, ainda não foi convocada.

o anúncio da possível paralisação na última semana de junho, que decorrerá num só dia em data a definir, foi feito pelos dirigentes do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Jorge Roque da Cunha, e da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), João Proença, após uma reunião na terça-feira com a ministra da Saúde e a secretária de Estado da Saúde, Raquel Duarte.

Os sindicatos dizem-se “empurrados para a greve”, lembrando que as suas reivindicações, às quais alegam não ter resposta da parte do Governo, têm quatro anos.

Uma nova reunião das duas estruturas sindicais com o Ministério da Saúde ficou agendada para 07 de junho.

Em maio de 2018 os médicos realizaram uma greve nacional de de três dias, convocada pelo SIM e pela FNAM.

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