A Associação Cabo Delgado em Movimento (CDM), organização formada por naturais daquela província do norte de Moçambique, lançou esta quinta-feira uma campanha de solidariedade e apoio às vítimas dos ataques armados e do ciclone Kenneth.

“Desencadeámos um movimento de solidariedade perante os últimos acontecimentos que assolaram o país, particularmente ao ciclone Kenneth, e malfeitores que têm instalado um ambiente de insegurança, terror e destruição”, disse Mateus Khatupa, presidente da CDM.

Mateus Katupa falava em Maputo em conferência de imprensa para lançar a campanha “Cabo Delgado chama por nós”. A organização escolheu áreas de habitação, saúde, educação e produção agrícola como o seu foco de atuação.

A CDM recebeu, até o momento, um contentor de 20 pés de bolachas energéticas e transporte da empresa que explora o principal porto moçambicano. A campanha terá duração de 30 dias, que serão seguidos de auditoria ao que se recolher. “A nossa preocupação é fazer com que tudo o que vamos realizar, seja contabilizado, auditado no fim da campanha”, disse o presidente.

Os ataques de grupos armados que nasceram em mesquitas de Cabo Delgado já mataram pelo menos 150 pessoas desde outubro de 2017. Moçambique foi pela primeira vez atingido por dois ciclones muito intensos na mesma época chuvosa.