O vice-primeiro ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, apelou este sábado, em Lisboa, à tomada de decisões rápidas e “corajosas” para que os povos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) possam beneficiar daquela organização.

“A vida é fruto de decisões corajosas. Então tomemos decisões corajosas” em “prol da CPLP”, dos seus povos e sobretudo da juventude destes países, disse Olavo Correia, também ministro das Finanças de Cabo Verde, país que detém a presidência rotativa da organização, na sua intervenção no 1.º Fórum de Economistas da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA).

No fórum, promovido em parceria com a delegação do Centro e do Alentejo da Ordem dos Economistas, Olavo Correia abriu o painel dedicado ao papel dos países de língua oficial portuguesa na economia global. Na sua intervenção, o governante cabo-verdiano sublinhou que “enquanto não falarmos de livre circulação” na CPLP “estamos a falar de utopia”.

Por isso, defendeu, são necessários “avanços rápidos” na questão da mobilidade entre os países da CPLP, uma das prioridades da atual presidência cabo-verdiana, precisamente em vésperas de uma reunião da comissão técnica tripartida daquela organização sobre mobilidade, que começa segunda-feira, também em Lisboa.

“Temos de fazer um esforço para que a lusofonia seja um ativo assumido por parte de todos os nosso povos, e não é isso que acontece neste momento”, apontou o ministro cabo-verdiano. “Desde a criação da CPLP temos dado sempre importância à cooperação empresarial”, sublinhou, realçando que a questão é como se pode avançar com aspetos como estes, sem a livre circulação de pessoas e de capitais.

“Queremos trabalhar por forma a que a CPLP seja uma comunidade de países e de povos ao serviço das sociedades”, disse Olavo Correia, acrescentando: “Não podemos desperdiçar esta oportunidade”.