O Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, vai inaugurar esta semana o Centro do Coração, que pretende ser inovador no país, para a prevenção, o diagnóstico, tratamento e reabilitação de doenças cardiovasculares.

O presidente da Cruz Vermelha, Francisco George, destaca que o novo Centro apostou em sistemas que permitem fazer o acompanhamento de doentes em casa e possibilitam ao próprio doente fazer um controlo constante dos seus indicadores e do estado de saúde.

Francisco George recorda que o hospital da Cruz Vermelha é o único de dimensão privada em Portugal com vocação para trabalhar sem fins lucrativos, além de não ser inteiramente privado, já que a sociedade gestora tem a participação de 45% do Estado. Todos os resultados positivos da atividade da Cruz Vermelha têm o propósito de ser aplicados em missões humanitárias.

O “Heart Center” (Centro do Coração), que abre portas na sexta-feira, significou um investimento de cerca de 10 milhões de euros e é apresentado por Francisco George como um “centro especializado que trata de forma muito inovadora todos os problemas que dizem respeito ao coração“.

Em declarações à agência Lusa, o responsável da Cruz Vermelha indica que o hospital passa a ter uma resposta ampla para qualquer problema cardiovascular, com “métodos inovadores, de última geração, e apoiados por equipamentos de ponta”, com os tratamentos e as intervenções a serem minimamente invasivos.

“Os equipamentos que vão ser inaugurados constituem o que de melhor há na Europa e são equipamentos inovadores [em Portugal]”, referiu.

O Hospital da Cruz Vermelha destaca também que o “Heart Center” vai permitir fazer o acompanhamento dos doentes em casa, recorrendo a técnicas de telecomunicação para transmitir dados, avaliar e acompanhar sinais como a pressão arterial, o peso ou as arritmias.

“O doente passa a ser parte ativa do seu tratamento, permanentemente acompanhado pela equipa médica”, refere o Hospital.

O Centro, que é inaugurado na sexta-feira, vai estar aberto a todos os que tenham subsistemas de saúde, como a ADSE, qualquer seguro privado, cartão da Cruz Vermelha ou a quem possa pagar.

Francisco George já admitiu anteriormente que “criar um acesso sem barreiras” é o objetivo final, não descartando a concretização de protocolos a estabelecer com o Serviço Nacional de Saúde, através das administrações regionais de saúde.