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Angola

Angola necessita de 300.000 dadores voluntários de sangue

Segundo Leonardo Inocêncio o país continua abaixo das suas necessidades de sangue a nível das hemoterapias, mas disse que existe "empenho para se inverter a situação".

"Queremos que cada um dos dadores mobilize mais três dadores para que possamos suprir as necessidades", alertou Inocêncio

AMPE ROGÉRIO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O secretário de Estado da Saúde para Área Hospitalar do governo angolano, Leonardo Inocêncio, admitiu esta sexta-feira que o país precisa de pelo menos 300.000 dadores voluntários por ano para acudirem à carência diária de sangue nos hospitais, face ao défice atual.

Segundo o governante, que falava aos jornalistas, em Luanda, no final do ato oficial alusivo ao Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala esta sexta-feira, o país continua abaixo das suas necessidades de sangue a nível das hemoterapias, mas disse existe “empenho para se inverter a situação”.

O nosso país deve ter no mínimo 300.000 dadores voluntários e ainda estamos abaixo dessa meta, mas é um esforço muito grande a ser feito, o empenho do Ministério da Saúde existe no sentido de que as coisas andem no sentido de termos sangue e um sangue seguro”, disse.

Leonardo Inocêncio lamentou igualmente a “incipiente cultura” de doação de sangue no país, sobretudo dos jovens, apelando à mobilização da sociedade.

O governante disse ainda que as ações com vista a mobilizar a sociedade para a mobilização voluntária do sangue contam com o apoio financeiro de João Lourenço.

E com isso, assinalou, “acabarmos com as doações coercivas, que são aquelas que acontecem à porta das instituições quando temos um familiar doente e temos de forçosamente também doar sangue, o que não é ideal”.

“Queremos que cada um dos dadores mobilize mais três dadores para que possamos suprir as necessidades das nossas hemoterapias” alertou.

“Sangue Saudável para Todos, Faça a sua Parte Dê Sangue” foi o lema das celebrações do Dia Mundial do Dador de Sangue, cujo ato central decorreu, no Memorial António Agostinho Neto, em Luanda.

Na ocasião, o representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Angola, Hernando Agudelo, exortou os governos a trabalharem juntos na “alocação de recursos adequados com vista a implementação de sistemas e infraestruturas” que permitam aumentar a colheita de sangue.

Para o representante da OMS, é preciso criar “condições estruturais que assegurem a promoção e motivação de doação de sangue para que Angola tenha suplemento de sangue adequado”.

Em nome da OMS, gostaria de reiterar o nosso compromisso em apoiar o governo e seus parceiros para o desenvolvimento e coordenação do serviço nacional de colheita e transfusão de sangue de forma a garantir à população ao acesso seguro ao sangue”, afirmou.

Durante a cerimónia, o Instituto Nacional de Sangue de Angola homenageou todos os dadores voluntários, particulares e coletivos, com medalhas e diplomas de mérito.

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