Rádio Observador

Madeira

Presidente do governo regional da Madeira critica “incompetência” de autarcas “picados pela doença do sono”

O presidente do Governo Regional da Madeira criticou os responsáveis municipais que responsabilizam o executivo insular pela sua "incapacidade e incompetência".

Miguel Albuquerque falava na Festa da Cereja na freguesia da Serra, no concelho de Câmara de Lobos

MIGUEL A. LOPES/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O presidente do Governo Regional da Madeira criticou este domingo os responsáveis municipais que “foram picados pela doença do sono” e responsabilizam o executivo insular pela sua “incapacidade e incompetência”. “Agora existe um conjunto de políticos que parece que foram picados pela doença do sono e andaram quatro anos sem fazer nada”, afirmou Miguel Albuquerque na Festa da Cereja na freguesia da Serra, no concelho de Câmara de Lobos.

Em entrevista à agência Lusa, o novo presidente da Câmara do Funchal, Miguel Silva Gouveia, criticou Miguel Albuquerque por ter “voltado as costas” ao município que o projetou para a vida política, não resolvendo os problemas que criticava enquanto responsável da principal autarquia da região.

Miguel Silva Gouveia também censurou o Governo Regional por não ter celebrado qualquer contrato-programa com o município do Funchal nos últimos cinco anos.

“Ainda agora um que está numa câmara qualquer veio culpar o Governo por não fazer nada. Não fazem nada e ainda culpam os outros da sua incapacidade e da sua própria incompetência”, sublinhou o chefe do executivo social-democrata madeirense, considerando que “não é assim que se faz política”.

Miguel Albuquerque disse ainda que as festas também podem ser “um momento de reflexão”, destacando a transformação operada na freguesia do Jardim da Serra que hoje “está completamente diferente do que era no passado”.

“Não foi só nas acessibilidades, houve e vai haver aqui investimento”, apontou, recordando que existiu uma aposta na juventude do concelho de Câmara de Lobos que tem acesso a boas escolas e à pratica de desportos, “tem acesso a educação de excelência”, com ensino de música, teatro, artes plásticas e tem a possibilidade de conhecer o mundo.

O governante insular realçou também que a sociedade madeirense “alcançou progresso e conseguiu a justiça que não existia no passado”.

“Em politica não há escolhas neutras, as pessoas sofrem as consequências positivas quando fazem escolhas positivas e negativas quando erram nas escolhas”, argumentou, salientando que o povo da freguesia do Jardim da Serra “nunca se enganou”.

Miguel Albuquerque referiu também que existe uma “diferença entre os políticos” que cumprem as suas promessas e compromissos e os outros que não têm esta postura.

O governante aproveitou igualmente a ocasião para prometer que vai incluir no programa do seu próximo Governo Regional, se vencer as eleições de 22 de setembro, a construção de uma via expresso entre as freguesias do Estreito de Câmara de Lobos e a do Jardim da Serra.

Esta nova ligação permitirá que os visitantes do Curral das Freiras não tenham de voltar para trás, mas sejam “atraídos e venham visitar o Jardim da Serra e Câmara de Lobos”.

“Façam boas escolhas. A Madeira não pode andar para trás”, conclui.

Miguel Albuquerque e o presidente do município de Câmara de Lobos integraram o cortejo da Festa da Cereja, transportando em ombros uma charola com este tipo de fruta produzida naquela localidade nas zonas altas do concelho.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)