Os utilizadores da plataforma de alojamentos Airbnb geraram em 2018 mais de 2.000 milhões de euros de impacto económico direto em Portugal e um valor global de 86.000 milhões a nível mundial, revelou a empresa esta segunda-feira.

Segundo um inquérito realizado pela companhia juntos dos viajantes e anfitriões, e associado à análise de dados internos, a Airbnb gerou um impacto económico direto de 86.000 milhões de euros no ano passado a nível global, 2.000 milhões dos quais em Portugal. O valor divulgado esta segunda-feira corresponde ao dobro do impacto estimado pela empresa na economia nacional, tendo como referência o ano de 2016.

Airbnb gera impacto de 1,07 mil milhões de euros no país, em 2016

Portugal foi o 10.º país com o maior impacto, numa lista de 30 países, em valor total, encabeçada pelos Estados Unidos, França e Espanha, país onde foram contabilizados seis mil milhões de euros.

De acordo com os dados do anexo disponibilizado para o mercado português, o gasto médio diário por hóspede ascendeu a 115 euros em 2018. Enquanto as receitas obtidas pelos que recebem hóspedes, anfitriões, representam um quarto, ou 24%, do total do rendimento obtido naquela propriedade.

Segundo um inquérito da Airbnb a mais de 5.500 contas de anfitriões e hóspedes de alojamentos em Portugal, 60% dos anfitriões portugueses na plataforma afirmam que partilhar o seu lar permitiu-lhes poder viver nas suas casas. Mais de metade, 56%, viaja em família e com os filhos.

Os hóspedes que se alojam através da Airbnb em Portugal afirmam que uma média de 41% dos seus gastos são efetuados no bairro onde ficam alojados e que usar a plataforma teve um impacto na duração da sua estadia, alargando, em média, 5,1 dias a sua viagem.

Em relação aos anfitriões portugueses na plataforma da Airbnb, 78% dizem recomendar atividades culturais aos hóspedes – como a visita a museus, festivais ou locais históricos.

Em 85% dos casos, os hóspedes afirmam que uma localização mais conveniente que a dos hotéis influi na sua decisão de usar a Airbnb e 69% deles afirmam que na sua decisão de usar a plataforma teve influência em quererem explorar um bairro em concreto.

Os números para 2018 revelam ainda informação sobre os anfitriões. Por exemplo, 84% é o proprietário da casa que é disponibilizada na rede do Airbnb e em média são donos da propriedade há 27 anos. E o que fazem com a receita?

Quase 20% dos proveitos é utilizado para financiar melhorias na própria habitação, com 17% a ser canalizado para o pagamento de hipotecas. A maior fatia, 23%, vai para pagar as despesas do lar e apenas 7% dos rendimentos obtidos por esta via são usados para financiar férias dos anfitriões.

O impacto económico direto estimado de 2018 pela plataforma é a soma das receitas obtidas pelos anfitriões e o gasto estimado dos hóspedes. As receitas dos anfitriões baseiam-se em dados internos da Airbnb. Os gastos estimados dos hóspedes têm por base quase 12.000 respostas a um inquérito voluntário enviado a uma amostra de contas de hóspedes da Airbnb que fizeram uma viagem a esses países em 2018. A amostra foi tirada a partir de um universo de 3,4 milhões de chegadas de viajantes no ano passado.

De acordo com os dados revelados, “os anfitriões ficam com 97% do preço fixado por eles próprios ao partilhar o seu espaço e, desde que a Airbnb foi fundada, receberam mais de 57.000 milhões de euros em todo o mundo”.

Atualizado às 16.30 com mais dados do estudo da Airbnb.