Rádio Observador

Caso Lava Jato

Coautor das reportagens “Vaza Jato” alvo de protestos em Paraty

O jornalista Glenn Edward Greenwald foi na sexta-feira alvo de protestos vindos de um grupo de apoiantes de Bolsonaro. Glenn Edward estava em Paraty, onde se realiza uma festa literária internacional.

Apoiantes do Presidente do Brasil protestaram contra a presença do jornalista Glenn Greenwald na Festa Internacional de Literatura de Paraty

MARISCAL/EPA

Apoiantes do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, protestaram na sexta-feira à noite contra a presença do jornalista Glenn Greenwald na Festa Internacional de Literatura de Paraty (Flip).

O jornalista tornou-se um ‘alvo’ dos apoiantes de Jair Bolsonaro depois do portal de investigação The Intercept Brasil, fundado por ele, ter iniciado a divulgação de conteúdos texto e áudio que colocam em causa a imparcialidade da Operação Lava Jato.

Greenwald é convidado de um evento paralelo ao Flip e deve falar a partir de uma embarcação, nas margens do rio Perequê, na praia do Pontal, em Paraty.

Do outro lado do rio, dezenas de pessoas protestaram com bandeiras do Brasil, camisolas e bandeiras na cor verde e amarela, tocando o hino nacional brasileiro com o volume muito alto.

Do lado da embarcação em que Glenn Greenwald irá falar, centenas de pessoas aplaudirem-no e gritam “Lula Livre” e ainda “Juiz ladrão, Moro na prisão”, referindo-se ao juiz Sérgio Moro, atual ministro da Justiça e Segurança Pública.

Na mesma embarcação são passadas músicas revolucionárias, incluindo o “Bella Ciao”, canção popular italiana ligada aos “partisans” da resistência antifascista durante a II Segunda Guerra Mundial.

Desde o dia 09 de junho que o The Intercept tem vindo a publicar – agora também em conjunto com outros órgãos de imprensa brasileiros – o conteúdo de mensagens que obteve de uma fonte anónima e que colocaram em causa a imparcialidade da operação Lava Jato.

Os diálogos obtidos apontam para irregularidades na operação, principalmente as mensagens trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro, e indicam que os próprios promotores da Lava Jato tinham sérias dúvidas sobre a qualidade das provas contra o ex-Presidente Lula da Silva.

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