A Universidade do Minho está a ser investigada pelo Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF), uma entidade cuja função é garantir a transparência de negócios que envolvam fundos da União Europeia e investigar suspeitas de crimes de fraude e corrupção que envolvam financiamento da UE.

A notícia foi revelada este sábado pelo semanário Expresso. Em declarações ao jornal português, a instituição de ensino superior confirmou as investigações em cursos, dizendo ter “conhecimento” das mesmas — mas optou por não “tecer comentários sobre matérias cuja investigação está entregue às autoridades competentes” e não quis dar detalhes sobre os investimentos no âmbito de contratação pública que estarão a ser investigados.

No quadro comunitário de fundos europeus Portugal 2020, a Universidade do Minho viu aprovados mais de duas centenas de projetos, com financiamento europeu estimado no valor de 88 milhões de euros. Uma fonte não identificada do Portugal 2020 afirmou ao Expresso que a investigação do OLAF é “uma situação grave que pode conduzir a fortes penalizações” na atribuição de fundos europeus à instituição.

Em novembro do ano passado, a Polícia Judiciária (PJ) fez buscas na Universidade do Minho, numa investigação relacionada com a anterior gestão dos Serviços de Ação Social da instituição.