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Greve

Governo assegurou que “Ryanair vai ser chamada à atenção”

Presidente do sindicato disse que serviços mínimos a serem respeitados são os do Governo e que se deve "esquecer, definitivamente, aquela lista que a Ryanair quer impor como serviços mínimos".

MAURITZ ANTIN/EPA

A presidente do Sindicato Nacional de Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), Luciana Passo, disse esta quarta-feira que o Governo assegurou que a “Ryanair vai ser chamada à atenção” sobre alegadas irregularidades cometidas durante a atual greve dos tripulantes.

“O senhor ministro [das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos] ouviu-nos com enorme atenção e assegurou-nos várias coisas, a primeira delas e mais importante: a Lei portuguesa é para ser cumprida e sobre isso não há volta a dar”, disse Luciana Passo aos jornalistas à saída de uma reunião com o governante, em Lisboa.

A presidente do SNPVAC acrescentou estar “garantido” que “a Ryanair vai ser chamada à atenção nesse sentido”, algo que “foi uma promessa do senhor ministro”.

De acordo com Luciana Passo, Pedro Nuno Santos também terá concordado que “a substituição de grevistas é intolerável”.

“Nesse sentido, falou, inclusivamente, com alguns outros colegas de Governo para começarem, com as entidades competentes, a trabalhar no sentido de acabar com essa substituição de grevistas”, afirmou a dirigente sindical.

Luciana Passo adiantou que a Ryanair duplicou os serviços mínimos decretados pelo Governo.

“A Ryanair aproveitou e fez ela própria uma outra lista de voos com tripulantes e serviços para os mesmos voos, ou outros com serviços mínimos”, denunciou. “Ou seja, a Ryanair duplicou os serviços mínimos, sendo que coagiu os tripulantes que não sabiam quais eram os serviços mínimos”, afirmou.

Segundo a sindicalista, os trabalhadores “tinham dúvidas, tiveram medo de faltar aos serviços mínimos impostos pela Ryanair, e, portanto, acabou por ter uma operação em duplicado”.

Questionada sobre se este comportamento por parte da companhia aérea iria acabar antes da greve, Luciana Passo referiu que “isso foi uma garantia” que Pedro Nuno Santos deu.

A presidente do sindicato declarou ainda que os serviços mínimos que devem ser respeitados são os emitidos pelo Governo e que se deve “esquecer, definitivamente, aquela lista que a Ryanair quer impor como serviços mínimos”.

O SNPVAC e o ministro das Infraestruturas e Habitação estiveram reunidos esta quarta-feira no ministério, em Lisboa, durante aproximadamente quatro horas.

À entrada para a reunião, Luciana Passo afirmou que a Ryanair está a ter um comportamento “ilegal” ao substituir grevistas por trabalhadores de bases estrangeiras.

Os tripulantes da Ryanair começaram esta quarta-feira uma greve de cinco dias, até domingo, convocada pelo SNPVAC e que conta com serviços mínimos decretados pelo Governo.

Num comunicado do dia 01 de agosto, o SNPVAC adiantou que o pré-aviso de greve abrange todos os voos da Ryanair cujas horas de apresentação ocorram entre as 00h00 e as 23h59 dos dias previstos para a paralisação (tendo por referência as horas locais) e os serviços de assistência ou qualquer outra tarefa no solo.

Entretanto, tendo em conta que não houve acordo entre a Ryanair e o sindicato, o Governo decretou serviços mínimos a cumprir durante a paralisação, que abrangem não só os Açores e Madeira, mas também as cidades europeias de Berlim, Colónia, Londres e Paris.

O SNPVAC criticou esta decisão e “repudiou veementemente” os serviços mínimos e a fundamentação do Governo para os impor.

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