Rádio Observador

Papa Francisco

Papa “inquieto” com incêndios que devastam “pulmão vital” para o planeta

473

""Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que ocorrem na Amazónia. Vamos orar para que sejam controlados", afirmou Francisco este domingo.

CLAUDIO PERI/EPA

O papa Francisco manifestou-se hoje “inquieto” com incêndios que afetam a Amazónia e pediu que “sejam controlados o mais rapidamente possível”, considerando que esta floresta é “um pulmão vital” para o planeta.

“Estamos todos preocupados com os grandes incêndios que ocorrem na Amazónia. Vamos orar para que, com o esforço de todos, eles sejam controlados o mais rapidamente possível. Esse pulmão florestal é vital para o nosso planeta”, disse Francisco, da janela do palácio apostólico da cidade do Vaticano, depois da oração do Angelus.

O Brasil começou hoje a distribuir 44 mil soldados na vasta região amazónica para combater os incêndios florestais que ocorrem nesta região nas últimas semanas, e que puseram em xeque o Governo de Jair Bolsonaro, criticado internacionalmente por não ter reagido a tempo.

Esses incêndios também estão entre os temas centrais da cimeira do G7, que está a decorrer em Biarritz (França). No sábado, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, pôs em causa a ratificação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, caso o Brasil não combata esses incêndios.

O papa sul-americano convocou uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos para o próximo mês de outubro, dedicada à Amazónia, floresta que ocupa 43% da área da América do Sul e onde moram quase três milhões de nativos.

Francisco reuniu-se em maio com o indígena Raoni, líder do povo indígena Caiapó, que na Europa se encontrou com responsáveis de diversas áreas, advertindo sobre o desmatamento da Amazónia e procurando angariar um milhão de euros para proteger a Reserva do Xingu, no Brasil.

Na sua encíclica “Laudato si” (maio de 2015), o papa denunciou a exploração da floresta amazónica por “enormes interesses económicos internacionais”.

Em janeiro de 2018, o pontífice argentino, de 82 anos, visitou Puerto Maldonado, um vilarejo no sudeste do Peru, cercado pela selva amazónica, onde criticou “a forte pressão dos principais interesses económicos, que cobiçavam petróleo, gás, madeira, ouro, monoculturas agroindustriais”.

Antes da oração do Angelus, o cardeal Jorge Bergoglio também instou os fiéis a “lutar contra todas as formas de injustiça” e a “levar uma vida humilde e boa, uma vida de fé que se traduz em ação concreta”.

Para o papa, “não haverá numerus clausus” para entrar no paraíso, mas o caminho “não será por uma bela autoestrada”, porque a porta de entrada “é estreita”, no sentido de que “é [um percurso] exigente, que requer esforço, isto é, vontade determinada e perseverante de viver segundo o Evangelho”.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Liberdades

Pelo direito à diferença

José Miguel Pinto dos Santos

Excetuando as geradas por injustiças sociais, todas as outras diferenças devem ser bem-vindas pois trazem variedade à vida, porque permitem o livre desenvolvimento individual e porque não são injustas

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)