Portugal espera assinar até final do ano com Timor-Leste o protocolo que permitirá, a partir deste ano, implementar um novo programa de formação em língua portuguesa de uma média de 4.300 professores timorenses anualmente.

Fonte diplomática portuguesa confirmou à Lusa que as negociações com Timor-Leste sobre o programa PRO-Português correram “muito bem” e que a iniciativa foi desenhada em conjunto com as autoridades timorenses e “em conformidade com as necessidades e prioridades” do país.

Na sexta-feira passada, a Ministra da Educação Juventude e Desporto, Dulce de Jesus Soares, fez uma apresentação do projeto em Conselho de Ministros, estando a ultimar-se os preparativos para a assinatura do protocolo.

Trata-se de um projeto desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação timorense, o instituto de formação de professores (INFORDEP) e o Camões, Instituto da Cooperação e da Língua.

O executivo timorense explica que o projeto “visa contribuir para a consolidação do sistema educativo de Timor-Leste através do apoio ao setor da formação profissional e contínua do pessoal docente do sistema educativo do ensino não superior”.

Prevê a realização anual média de “520 horas de formação para uma média de 4.300 professores”, permitindo que “num prazo de três anos, que todos os professores do sistema educativo nacional atinjam o nível B2 de proficiência linguística em língua portuguesa.

O programa — que substitui o programa Formar+, que terminou a 31 de dezembro de 2018 — deverá arrancar ainda este ano prolongando-se até 2022, inserido no Programa Estratégico de Cooperação (PEC), atualmente em vigor.

Citada pela agência de notícias timorense Tatoli, Dulce Soares disse que o seu Ministério tem previsto um orçamento de 14 milhões de dólares “para realizar a formação em língua portuguesa dos professores timorenses”.