A líder do CDS entregou esta segunda-feira à UGT uma cópia do seu programa eleitoral, assinalou “a convergência” na prioridade à concertação social e defendeu “ambição” no aumento do salário mínimo, como na Irlanda.

Durante mais de uma hora, Assunção Cristas e o presidente da bancada parlamentar do CDS, Nuno Magalhães, estiveram reunidos com a direção da UGT, e, logo no início do encontro, quando os câmaras das televisões estavam a recolher imagens, já o líder da central, o socialista Carlos Silva, assinalava essa convergência: a prioridade na concertação.

No final da reunião, Cristas sublinhou a concordância da UGT, que, ao contrário da outra central, a CGTP, tem assinado acordos de concertação com vários governos, do PS e do PSD, e também estarem de acordo quanto à “prioridade número um” que é “libertar as famílias e as empresas da maior carga fiscal de sempre”, da qual responsabilizam o atual executivo.

Sobre o salário mínimo nacional, a líder centrista afirmou que o CDS defende “salários dignos e cada vez mais elevados” e, olhando para o exemplo de países como a Irlanda, que deve ser “inspirar” Portugal, “quer do ponto de vista da competitividade fiscal quer do ponto de vista do crescimento”, apontou que este país tem um salário mínimo de 1.600 euros.

E à pergunta se acha possível um salário mínimo de 1.600 euros em Portugal, Assunção Cristas, que propõe que o IRC baixe, a médio prazo, até aos 12,6%, como na Irlanda, não deu uma resposta direta, invocando, de novo, a ambição.

“Nós temos que ter ambição e respeito pela concertação social e pelos parceiros sociais. Do ponto de vista do CDS, a prioridade é criar condições para que as empresas tenham desafogo para investir e para pagar mais aos seus funcionários, e que as pessoas levem mais dinheiro para casa, pagando menos impostos”, justificou.

Depois, independentemente das divergências com a central sindical, a presidente dos centristas afirmou que a UGT também concorda quanto à extensão, até um ano, da licença de parentalidade, os apoios ao interior ou alterações na formação profissional, como sugere o CDS no seu programa eleitoral.