Cerca de 10 mil alunos matriculados em colégios com contratos de associação estavam, até esta quarta-feira, sem vouchers para levantamento de manuais gratuitos nas escolas ou livrarias parceiras, avançou o Diário de Notícias.

Mesmo com o início do processo de cadastro para ter acesso aos vouchers iniciado há dois meses, e o ano letivo tendo começado oficialmente nesta semana, o DN apurou que, em causa, estão erros no envio de dados para o Instituto de Gestão Financeira da Educação, órgão que passou a centralizar o processo a partir deste ano.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) diz que tudo se deveu foi “uma falha de comunicação”, já que atualmente os colégios são os responsáveis por carregar as informações sobre os alunos no IGeFE. Foram detetados erros em processos dos 30 colégios com contratos de associação que, depois de notificados, voltaram a carregar os dados dos alunos no final da semana passada.

Nesta quarta-feira, faltavam os alunos de apenas três escolas. O Ministério da Educação respondeu ao DN que “solicitou aos colégios dados dos alunos necessários para a emissão de vouchers e, ao final do dia de terça-feira, ainda nem todos os colégios tinham enviado esses dados”, acrescentando que já tinham sido emitidos aqueles os relativos aos que já enviaram os dados corretamente.

O secretário-geral da Associação Portuguesa de Escolas Católicas disse que, em agosto, questionaram várias vezes o ministério sobre o atraso e a razão pela qual os pais não tinham acesso à plataforma. Pediram sempre para aguardar. “Só começaram a ser libertados nesta segunda-feira e ainda [nesta quarta-feira] há pais a levantá-los.”

Jorge Cotovio admitiu que as famílias são as que mais arcam com os prejuízos, “que viveram semanas de ansiedade, questionando as escolas, e por estes dias têm de se apressar para levantar os manuais nas livrarias”.

O Ministério da Educação revelou que 70% dos vouchers foram utilizados até então, enfatizando que os pagamentos às livrarias parceiras estão regulares e acontecem de maneira semanal — e não quinzenal, como tinha sido antes definido.