O Sporting anunciou um acordo com o BCP e o Novo Banco para reestruturar a dívida. Entre as condições acordadas está a fixação de um preço fixo para a opção de compra dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis a exercer pelo Sporting junto dos bancos. O valor de 0,30 euros por VMOC, instrumento de dívida convertível em capital, é inferior ao que estava inicialmente previsto, o que reduzirá o esforço financeiro a fazer pelo clube de Alvalade.

A opção inicial de compra tinha um preço de 1 euro por título, considerando a emissão de 135 milhões de VMOC a sua execução pelo Sporting implicaria um esforço financeiro de 135 milhões de euros. Com este desconto ao preço de referência, a compra custará no máximo 40,5 milhões de euros, menos 95 milhões de euros do que as condições iniciais,

Com os termos agora anunciados, o Sporting adianta que ficam regularizadas todas as obrigações face aos bancos que estavam em incumprimento.

Foram também revistas as condições do reembolso obrigatório e de reforço das contas reservas no sentido de diminuir a percentagem de 50% para 30%  de fundos gerados pelas mais-valias obtidas com a venda de passes de jogadores que teria de ser entregue para cumprir as obrigações financeiras assumidas perante os bancos. Destes 30%, 15% passam a ser canalizados para o reembolso antecipado obrigatório, enquanto os restantes 15% servirão para reforçar a conta reserva.

Foi igualmente acordada uma redução da percentagem do mecanismo que fixava uma fatia de cash-flow disponível após serviço da dívida de 60% para 30%, percentagem essa que ficará reservada para o reembolso antecipado e para o reforço de contas reserva.

Estas novas condições permitem algum alívio de tesouraria para o clube de Alvalade.

O Sporting informa ainda que, no quadro deste acordo, “procedeu à regularização de todas as obrigações pecuniárias vencidas, encontrando-se em cumprimento perante os bancos.