Tony Tetro, um falsificador americano, afirmou este domingo que pintou o Monet doado por James Stunt e pendurado nas paredes da Dumfries House, na Escócia, casa da Fundação do Príncipe Carlos, criada em 1986 pelo filho de Isabel II, diz o Daily Mail.

Para além do Monet de 57 milhões de euros, um Picasso de 48,6 milhões de euros e um Dalí de quase 14 milhões de euros, fazem também parte das 17 obras pertencentes a James Stunt, ex-marido da herdeira do império da Fórmula 1, Petra Eccleston, e doadas à Dumfries House, que poderão também ser falsas, acrescenta o jornal britânico. Em causa está a fiabilidade das avaliações das obras feitas pela Dumfries House.

A Dumfries House aceita obras de arte como um empréstimo de indivíduos e organizações de tempos em tempos. É extremamente lamentável que a autenticidade destas pinturas, que já não estão expostas, seja posta em causa”, disse um porta-voz da fundação ao The Daily Mail.

A denúncia foi feita pelo próprio falsificador ao jornal britânico, que foi condenado a uma pena de prisão de seis meses por falsificação de obras e pôde continuar a reproduzir obras desde que fossem claramente vendidas como cópias.

“Não quero ter nada a ver com isto”, afirmou o falsificador. “Disseram-me que as obras foram para a Dumfries House”, explicou Tony Tetro referindo-se aos três quadros em questão, acrescentando: “Não há dúvida: o James sabia que eram minhas”. O empresário, no entanto, garante que nenhuma das suas obras “é falsa”.

O jornal teve acesso aos documentos de empréstimo das obras de James Stunt na Dumfries House, com seguros no valor de mais de 120 milhões de euros para as três obras em questão. Entre eles, um em nome do Instituto Wildenstein, em Paris, especialista em Monet e outros impressionistas, que corroborou a autenticidade das obras.