O Ministério Público acusou formalmente o empresário Paulo Lalanda e Castro, o ex-presidente do INEM Luís Cunha Ribeiro e outros cinco arguidos de crimes de corrupção, na operação “O Negativo”, também conhecido como “máfia do sangue”.

De acordo com um comunicado da Procuradoria-Geral da República, a acusação deduzida em 5 de novembro foi feita contra sete arguidos, incluindo uma pessoa coletiva, “pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, recebimento indevido de vantagem, falsificação de documentos, abuso de poder e branqueamento de capitais”.

“A investigação, realizada pela Polícia Judiciária, envolveu a cooperação internacional, concretamente, das Autoridades Suíças, tendo também participado na articulação das respetivas equipas a Eurojust”, acrescenta a PGR.

“Na acusação, o Ministério Público pediu ainda a condenação de dois arguidos na pena acessória de proibição do exercício de funções, bem como a perda de vantagens a favor do Estado, concretamente, de várias frações autónomas de imóveis e da quantia total de 5.351.120,16 euros. A título de indemnização, foi pedida a quantia total de 149.760,28 euros”, afirma o Ministério Público.

Em causa estão suspeitas de corrupção no negócio milionário do plasma sanguíneo, com Lalanda de Castro, ex-administrador da Octapharma em Portugal, a ter negociado com o ex-presidente do INEM Luís Cunha Ribeiro o benefício da farmacêutica em concursos públicos relacionados com o sangue.