Apesar de ser uma marca que sempre apostou forte na tecnologia, a Honda continua a correr atrás da concorrência no que respeita à mobilidade eléctrica. E se associarmos esta realidade ao facto de não abundarem os híbridos e híbridos plug-in na sua gama europeia, com os veículos a fuel cell a serem pouco representativos e a estarem reservados para outros mercados, que não o europeu, explica que a Honda vá ter grandes dificuldades em cumprir o limite de 95 g de CO2 imposto por Bruxelas em 2020.

Depois de ter anunciado o fecho da fábrica europeia no Reino Unido e a decisão de retirar a oferta de motores a gasóleo no Velho Continente, os responsáveis pela Honda revelaram na Electric Vision, em Amesterdão, que pretendiam electrificar toda a sua gama. Isto significa híbridos e híbridos plug-in, que para contribuírem para a redução das emissões médias de CO2 têm de estar disponíveis idealmente a partir do princípio do próximo ano.

De caminho, os japoneses vão introduzir no mercado europeu o pequeno Honda e, no Verão de 2020, com 35,5 kWh de capacidade de bateria, mas o vice-presidente da Honda Motor Europe, Tom Gardner, garantiu que surgiria um segundo veículo eléctrico mais tarde, em 2022. E dois automóveis eléctricos em 2022 continua a ser a oferta mais pobre de carros a bateria, entre as marcas com presença no mercado europeu.

Para além disso, o presidente da Honda Motor, Katsushi Inoue, admitiu que “talvez os automóveis a fuel cell de hidrogénio venham a surgir, mas será uma solução para a próxima era”. Toyota e Hyundai não pensam assim, apostando cada vez de forma mais decisiva nos veículos eléctricos alimentados com células de combustível a hidrogénio, sendo que há muitos outros construtores que sempre estiveram longe desta solução tecnológica, como é o caso da Renault, a trabalhar fortemente nas fuel cells como forma de produzir energia a bordo de automóveis, furgões e até camiões.