Conhecido de início como ID. Crozz, o SUV da Volkswagen evoluiu para um modelo de linhas mais consensuais, ainda que esteja previsto ser proposto em todos os mercados, da Europa aos EUA, passando pela China, em pelo menos duas versões. À carroçaria de linhas mais conservadoras e a privilegiar o espaço interior, com um portão traseiro mais vertical, o ID.4 somará mais tarde uma outra carroçaria com ar mais dinâmico e ágil, fruto de um pilar posterior mais inclinado. Um pouco à semelhança do que agora já acontece nos modelos com motores de combustão, como por exemplo o Q3 e o Q3 Sportback.

O ID.4 já foi mostrado no Salão de Frankfurt e depois na China, mas sempre camuflado de forma a esconder os pormenores. Em Nova Iorque, entre 12 e 19 de Abril, chegará finalmente a oportunidade de o conhecer como modelo definitivo. De acordo com o CEO da VW nos EUA, Scott Keogh, o ID.4 será revelado no certame americano, para depois iniciar o período de comercialização ainda antes do final de 2020.

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Baseado na plataforma MEB, que vai servir para gerar o ID.3, além do Seat el-Born e Audi Q4 e-tron, entre outros modelos do grupo, o ID.4 montará várias capacidades de bateria, tendo a maior 83 kWh e sendo capaz de o impulsionar durante 483 km através de dois motores, um por eixo, que totalizam 410 cv. Isto apesar de posteriormente surgirem versões mais acessíveis, com menos bateria e igualmente menor potência.

Se o preço previsto para os EUA deverá figurar na casa dos 40.000 dólares, na Europa não deverá ficar abaixo desta fasquia para as versões mais acessíveis, sobretudo tendo em conta que o ID.3 com baterias e potências similares está a ser comercializado por cerca de 30.000€ no Velho Continente. O CEO da VW, Herbert Diess, afirmou que pensa vender entre 50.000 e 75.000 ID.4 nos primeiros dois anos completos de produção, que ajudarão a atingir os 100.000 veículos eléctricos que a marca quer comercializar em 2020, para depois atingir um milhão em 2025.