Dom Hofmann, um dos criadores do Vine — a plataforma que popularizou a partilha de vídeos até seis segundos — lançou uma nova app, a Byte. À semelhança de sucessores do conceito do Vine, como o Tik Tok (uma app chinesa bastante semelhante) foi criada principalmente para smartphones para a partilha de vídeos curtos. A Byte está disponível desde este sábado para os sistemas operativos iOS e Android.

Na época de maior sucesso, em 2015, o Vine chegou a ter 200 milhões de utilizadores. Numa altura em que o Tik Tok já tem mais de 1,5 mil milhões de downloads, a Byte vem tentar aquilo que até Mark Zuckerberg, líder do Facebook e Instagram, assume ter dificuldade em fazer: conseguir o pódio de app mais popular entre os mais jovens.

O criador da Byte tem desenvolvido a aplicação desde 2015. Em 2018, disse que iria lançar o novo projeto na primavera de 2019. Não o fez. Esta sexta-feira, a Byte chegou às principais lojas de aplicações digitais de surpresa. Hoffman fez o anúncio no Twitter, a rede social que detinha o Vine (e o fechou em 2016 devido à concorrência do Instagram e do Snapchat).

O objetivo de Hoffman é que os criadores de conteúdos na plataforma possam ganhar dinheiro através de um programa de partilha de receita dos lucros que terá com a publicidade. Como contou ao TechCrunch, além deste mecanismo para cativar utilizadores — o Tik Tok não tem este tipo de programas — a Byte vai ter também opções para que quem partilhe conteúdos possa receber dinheiro diretamente de outros utilizadores.

Para já, a Byte permite aos utilizadores fazer vídeos até apenas seis segundos. À semelhança de outras plataformas sociais o utilizador pode seguir outras pessoas e publicar comentários nos vídeos que vê.

A Byte surge uma altura em que o Snapchat tem perdido cada vez mais utilizadores, o Tik Tok tem estado na mira do concorrente Facebook e das autoridades de vários países. Contudo, esta app tem sido criticada e acusada de ser alvo de interferência do governo chinês.

Casos como o de uma utilizadora que teve um vídeo retirado por denunciar o tratamento dado à minoria muçulmana Uyghur, na China, têm preocupado as autoridades pela quantidade de público que está a cativar. A empresa, sediada em Pequim, tem negado estar em conluio com as autoridades chinesas e, relativamente a este caso, disse ao mesmo jornal estar “comprometida” em proteger os dados pessoais dos utilizadores.

O Tik Tok, que é detido pela empresa chinesa ByteDance, foi lançado na China em 2016. Contudo, a Byte não está relacionada com a empresa ByteDance (o nome já tinha sido partilhado por Hoffman em 2015). Fora do país substituiu a app musical.ly, que foi comprada pelo Tik Tok em novembro de 2017.