É a noite mais importante do ano para a indústria musical e, no desfile de vaidades que antecede a entrega dos cobiçados Grammys, a diversidade de estilos (muito mais propícia a escolhas pouco ortodoxas, quando comparada com as galas dedicadas à sétima arte) foi proporcional à variedade de géneros musicais. Houve princesas, femmes fatales, minimalistas, rufias, mas sobretudo uma lição de estilo dada numa masculino.

Se for uma questão de tamanho, Ariana Grande é a vencedora da noite. O seu vestido, assinado por Giambattista Valli, andou perto dos seis metros de diâmetro. Escusado será dizer que o grande stock de tule captou, imediatamente, a atenção das objetivas. Terá sido, muito provavelmente, o look mais fotografado da noite. Lizzo, em Versace, e Jessie Reyez também optaram por visuais clássicos, afinal a questão é mais do foro do gosto do que propriamente geracional.

Ariana Grande vestida por Giambattista Valli © Steve Granitz/WireImage

Dua Lipa chegou quase em cima da hora, mas destacou-se como uma das mais elegantes da noite. Uma saia e um top de alças em seda branca foram o suficiente para provar que a simplicidade pode ser um bom caminho, até mesmo em noite de Grammys. O visual teve a assinatura de Alexander Wang.

A lista de transgressoras ficou encabeçada por Billie Eilish. Aos 18 anos, a jovem californiana pisou a passadeira vermelha vestida pela Gucci da cabeça aos pés, ou melhor, à ponta das unhas, já que até a manicure também era da responsabilidade da marca italiana. Com ténis, óculos de sol, uma parte do cabelo verde e uma espécie de fato de treino estilizado, o conjunto assentou como uma luva à cantora de “Bad Guy”.

Dua Lipa em Alexander Wang © Rich Fury/Getty Images for The Recording Academy

Eilish foi o caso mais extremo num grupo de convidadas que recusou o dress code convencional. Rosalía foi uma delas. A cantora espanhola expressou toda a sua coolness com uma escolha improvável. Vestida em pele vermelha, pelas mãos de Alexander Wang, mesmo a milhares de quilómetros de casa, conseguiu manter a força latina, sobretudo com as franjas da saia. Escolhas como as de H.E.R. (numa rara aparição sem óculos escuros) e Sophie Turner também destoaram da tradicional parada de caudas.

Do lado dos homens, há muito que o black tie passou à história, culpa (no melhor dos sentidos) de uma trupe de rappers e das suas sinceras afinidades com a moda de autor. Falamos de Lil Nas X, que pisou a red carpet vestido de couro rosa-choque, uma criação Versace, de Tyler the Creator que, também de rosa, mais parecia saído de um filme de Wes Anderson, e de Guapdad 4000, o homem que, não fazendo sombra a Ariana Grande, usou um durag (lenço na cabeça) com uma cauda de três metros. Um visual com a assinatura de Rick Owens.

Lil Nas X em Versace © Rich Fury/Getty Images for The Recording Academy

Dizer que Billy Porter brilhou e abrilhantou começa a soar a redundância, mas desta vez o ator e cantor surpreendeu tudo e todos com um chapéu automatizado. Uma cortina de franjas que abria e fechava e que elevou a fasquia para a próxima grande passadeira vermelha, até mesmo para o próprio Porter.

Na fotogaleria, veja os looks que marcaram a passadeira vermelha da 62ª edição dos Grammy Awards, na noite de domingo.

Artigo atualizado segunda-feira, 27 de janeiro, às 12h30.