A 62ª edição dos Grammy Awards fizeram parar Los Angeles no último domingo, mas houve quem, por sua vez, quisesse fazer parar a multidão ao levar mensagens políticas para a passadeira vermelha que antecedeu a cerimónia. Foi o caso de Ricky Rebel, cantor e compositor, ex-integrante do grupo No Authority. Chegou vestido de vermelho, com calças de cabedal, um top de franjas que lhe cobria o peito e com uma espécie de véu de renda, preso a um guarda-chuva.

Mas Ricky Rebel não quis só garantir uma chegada teatral. Pôs-se de gatas, no meio da red carpet, mostrando uma inscrição nas nádegas — “Impeach this”, pôde ler-se, numa referência ao processo de impugnação que Donald Trump enfrenta atualmente. “Keep America Great 2020” tinha sido o seu slogan na última edição dos prémios, mas um ano depois, o protesto subiu de tom. Mas Ricky não foi o único a usar uma indumentária extravagante para fins políticos.

O momento mais teatral de Ricky Rebel © Getty Images

O mesmo tópico mereceu a atenção de Joy Villa, cantora e compositora norte-americana que já na gala do ano passado tinha usado um vestido alusivo ao mediático muro que Donald Trump anunciava então construir, na fronteira com o México. Desta vez, o presidente dos Estados Unidos voltou a estar debaixo das críticas de Villa. Vestida com as cores da bandeira, do lado da frente pôde ler-se: “Trump 2020”. Na parte de trás do vestido, a intenção já era mais explícita — “Impeached & re-elected”, numa referência às próximas eleições presidenciais no país, marcadas para novembro deste ano.

Megan Pormer, embaixadora do Arab Fashion Council, também não perdeu a oportunidade de mostrar um ponto de vista política, neste caso sobre a tensão entre os Estados Unidos e o Irão. Numa espécie de capa, Pormer juntou as bandeiras dos dois países. No vestido, escreveu: “No war (love) Iran”.

Na fotogaleria, veja as imagens dos momentos em que a política pisou a passadeira vermelha dos Grammys.