Se receber um email com um ficheiro em formato PDF, mp4 ou docx relacionado com o coronavírus, desconfie. A empresa de cibersegurança internacional Kaspersky detetou vários ficheiros maliciosos disfarçados de documentos relacionados com a nova estirpe. Os nomes dos ficheiros sugerem que têm instruções em vídeo para as pessoas se protegerem do vírus ou as últimas atualizações sobre o tema.

Segundo a Kaspersky, estes ficheiros estão a ser usados pelos piratas informáticos para depois acederem aos computadores ou telemóveis de quem os abre. Podem interferir com o funcionamento de computadores e redes informáticas.

“Até ao momento, identificámos 10 ficheiros de malware[conteúdo malicioso], mas é previsível que este número aumente, devido ao interesse que a doença suscita, não só junto dos órgãos de comunicação social, como da população em geral. À medida que as pessoas virem cada vez mais a sua saúde em risco, é de prever que se propague mais malware oculto em documentos falsos sobre o coronavírus”, comenta Anton Ivanov, analista de malware da Kaspersky.

A empresa identificou ficheiros maliciosos relacionados com o termo “coronavírus” com os seguintes nomes de deteção: Worm.VBS.Dinihou.r / Worm.Python.Agent.c / UDS:DangerousObject.Multi.Generic / Trojan.WinLNK.Agent.gg /Trojan.WinLNK.Agent.ew / HEUR:Trojan.WinLNK.Agent.gen / HEUR:Trojan.PDF.Badur.b.

Os especialistas da multinacional de cibersegurança recomendam, então, que os utilizadores evitem links suspeitos que prometem conteúdo exclusivo; que optem por aceder à informação através de fontes de informação oficiais e de confiança; que estejam atentos à extensão dos ficheiros que descarregam (que nunca devem ser .exe ou .ink); e que utilizem uma solução antivírus fiável.

A nova estirpe do coronavírus (2019-nCov) já ultrapassou a epidemia de SARS (também um coronavírus), de  2003, tendo já atingido, pelo menos, 9.962 pessoas. Destas, 213 morreram. Na quinta-feira, a Organização Mundial de Saúde declarou o estado de emergência na saúde pública a nível global.