A oposição venezuelana aprovou esta terça-feira um manifesto de luta contra o regime e convocou, para a próxima quinta-feira, dia 12, uma nova manifestação em que deverão participar também os estudantes.

A convocatória foi feita pelo líder opositor Juan Guaidó, depois de a polícia venezuelana ter reprimido esta terça-feira uma manifestação que partiu de Chacao (leste) em direção ao parlamento (centro) e foi desviada para Las Mercedes (sudeste).

Estejam atentos porque na quinta-feira também haverá uma manifestação (…) hoje a luta dos estudantes, da saúde, dos professores, dos parlamentares e das mulheres, é também a nossa luta”, disse Juan Guaidó para alguns milhares de manifestantes.

Segundo Guaidó, a oposição é “uma poderosa maioria que pode mudar” a Venezuela, um país ao qual chegará a liberdade, reclamou.

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Em Las Mercedes, quase uma centena de deputados opositores aprovaram um manifesto de luta cujo texto inclui a recusa em “se habituar às mentiras da ditadura, entre elas que o país está bem”. O texto salienta ainda que “protestar e lutar é um direito e um dever”.

O manifesto, segundo a oposição, irá recolher as exigências de distintos setores da sociedade venezuelana, em particular dos sindicatos e no que se refere à saúde, serviços básicos, salários, liberdade de expressão, reconstrução das instituições, educação e autonomia universitária.

O documento reclama ainda a convocatória de eleições presidenciais livres no país.

A crise política, económica e social na Venezuela agravou-se desde janeiro de 2019, quando o presidente da Assembleia Nacional (parlamento) e líder da oposição ao regime, Juan Guaidó, jurou publicamente assumir as funções de Presidente interino até conseguir afastar Nicolás Maduro do poder, convocar um governo de transição e promover eleições livres no país.

Mais de 50 países apoiam o autoproclamado presidente interino da Venezuela, entre eles Portugal, uma decisão tomada no âmbito da União Europeia.

Desde janeiro último que a oposição tem dificuldades em aceder à sede do parlamento, onde funciona também a Assembleia Constituinte, composta unicamente por simpatizantes do regime.