A Unidade de Saúde do Alto Minho estimou esta quarta-feira para o final de abril a chegada dos 15 ventiladores que encomendou e apontou para a próxima semana a abertura de nova área para receber doentes com a Covid-19.

Contactada pela agência Lusa, fonte do conselho de administração da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM), adiantou que 10 daqueles equipamentos foram encomendados em meados em março a uma empresa portuguesa, “mas [a encomenda] não chegou”, adiantando que a Liga dos Amigos do Hospital de Viana do Castelo (LAHVC) doou 100 mil euros para ajudar a custear os aparelhos”. Os restantes cinco ventiladores também deverão chegar ainda este mês, disse.

Sobre a abertura da nova área para receber doentes infetados, prevista para terça-feira no piso de especialidades cirúrgicas, a fonte da administração hospitalar adiantou “estar a ser ultimada a instalação de equipamento, estimando a sua entrada em funcionamento durante a próxima semana” e garantindo “não existir uma necessidade urgente” do novo espaço.

A ULSAM explicou que, no âmbito da pandemia, “foram reavaliados e reorganizados os recursos humanos”, sendo que, “neste momento, apesar de alguns profissionais de saúde estarem ou de baixa ou suspeitos de ter contraído a doença, os funcionários que estão disponíveis asseguram os serviços urgentes de toda a estrutura”.

Também, “no imediato”, a ULSAM garantiu ter os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) “suficientes para salvaguardar a segurança de doentes e dos profissionais de saúde, continuando no mercado a adquirir aquele material, que nunca é demais pela incerteza do comportamento e da duração da pandemia”.

A fonte referiu que “tem sido inúmeras as doações que a ULSAM tem recebido” no âmbito da pandemia de Covid-19.

A ULSAM é constituída por dois hospitais: o de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e o Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima. Integra ainda 12 centros de saúde, uma unidade de saúde pública e duas de convalescença, e serve uma população residente superior a 244 mil pessoas, contando com 2.500 profissionais, entre os quais 501 médicos e 892 enfermeiros.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou cerca de 1,4 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 80 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito na terça-feira pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 345 mortes, mais 34 do que na véspera (+10,9%), e 12.442 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 712 em relação a segunda-feira (+6%).

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 2 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 0h de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.