Uma burla que envolveu subsídios para formação, cerca de 200 residentes de Macau e uma verba de cerca de um milhão de patacas está a ser investigada pelo Comissariado contra a Corrupção (CCAC), divulgou esta quarta-feira a instituição em comunicado.

A alegada fraude, na ordem dos 120 mil euros, terá sido cometida por responsáveis de um centro de educação local e por pelo menos 192 residentes do território.

Segundo o CCAC, os residentes inscreveram-se em cursos que eram subsidiados pelo “Programa de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento Contínuo”, mas “a maior parte dos formandos nunca marcou presença nas aulas, limitando-se a providenciar os seus dados de identificação pessoal ao referido centro de educação e recebendo, em troca, 2.000 a 2.500 patacas [230 a 290 euros] em dinheiro”.

Ao mesmo tempo, “os três responsáveis do referido centro de educação requereram apoios financeiros (…) servindo-se dos dados dos formandos com inscrições e frequências de cursos falsificadas“, pode ler-se na mesma nota.

O organismo que investigou o caso “descobriu que alguém terá mesmo instruído, antecipadamente, alguns dos formandos sobre a forma como deveriam responder às questões do pessoal do CCAC, nomeadamente decorando os nomes dos cursos e dos professores e afirmando, fraudulentamente, ter frequentado as aulas”.

O caso envolve crimes de burla, de falsificação de documentos e de falsificação informática, tendo o mesmo sido encaminhado hoje para o Ministério Público.