O candidato presidencial democrata, Joe Biden, contratará em junho pelo menos 600 funcionários de campanha, que serão espalhados por um “largo mapa” de luta eleitoral com o republicano Donald Trump.

A diretora de campanha de Biden, Jen O’Malley Dillon, disse que esta forte aposta visaria não apenas Estados como Wisconsin, Michigan, Pensilvânia e Florida, que Trump conseguiu ganhar, em 2016, mas também garantir a prevalência eleitoral em territórios tradicionalmente democratas.

Numa videoconferência de imprensa, Dillon disse que espera que os novos funcionários de campanha estejam no terreno, entrando em contacto com os eleitores, cara-a-cara, embora seguindo as regras de distanciamento social, por causa da pandemia de Covid-19.

A diretora de campanha, contudo, não referiu ainda qualquer calendário de atividade para o verão, sabendo-se dos constrangimentos de iniciativas políticas, devido à crise sanitária.

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“A nossa expectativa é termos pessoas no terreno logo que possível, mas quando as condições de segurança o permitirem e nem um dia antes disso”, assegurou O’Malley Dillon.

Questionada sobre se Joe Biden tinha sido testado do novo coronavírus, Dillon disse que não o fez, nem está previsto que o faça, por agora.

Jen O’Malley Dillon é uma das mais recentes contratações para a campanha presidencial democrata e foi escolhida pela sua fama de ser capaz de responder com eficácia às críticas de adversários políticos.

Mas Dillon terá de se preocupar também com setores do Partido Democrata, mais progressistas, que acusam Joe Biden de estar a ser muito lento na sua afirmação perante o eleitorado.

A candidatura democrata quer também aumentar os níveis de financiamento, tendo reconhecido que no final de abril tinham pouco mais de 100 milhões de euros nos cofres, um número considerado insuficiente para combater o republicano Donald Trump, que anunciou ter angariado mais de 250 milhões de euros.

Joe Biden tem respondido, contudo, que a vitória sobre Trump não passa por gastos de campanha, mas antes por um inteligente aproveitamento das dificuldades que o Presidente está a passar, na gestão da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Dillon também disse que está agradavelmente surpreendida com a popularidade de Joe Biden junto do eleitorado.

“Eu penso que ele está a subestimar o quão forte e positiva é a sua imagem junto do povo americano”, disse esta sexta-feira Dillon.

A diretora de campanha referiu sondagens recentes que sugerem que Trump tem uma vantagem mais magra entre os eleitores mais velhos sobre o candidato democrata, do que teve em 2016, contra Hillary Clinton, e que os republicanos estão agora em maior desvantagem no nicho das mulheres dos subúrbios das cidades.

Finalmente, Dillon referiu as mudanças demográficas em estados eleitoralmente relevantes, como o Arizona, para conseguir uma vitória sobre Trump, nas eleições presidenciais que decorrem no próximo dia 3 de novembro.