A Câmara do Porto determinou esta quinta-feira que apenas as feiras e mercados do ramo alimentar existentes na cidade vão poder, a partir de 1 de junho, retomar a atividade entretanto suspensa por causa da pandemia de Covid-19.

O despacho publicado esta quinta-feira e divulgado na página oficial da autarquia determina, contudo, que a sua reabertura depende do despacho conjunto favorável do vereador dos pelouros da Economia, Turismo e Comércio e da vereadora dos Transportes, Proteção Civil e Fiscalização, ouvidos os serviços de Proteção Civil e Polícia Municipal.

A realização de todas as outras feiras, mercados e eventos similares continua interdita, podendo apenas retomar a atividade após 30 de setembro.

A exceção aplica-se apenas à Feira do Livro que está a ser organizada pelo município com medidas especificas e cuja abertura ocorrerá a 26 de agosto.

No documento assinado por Rui Moreira, a autarquia adianta que “o cumprimento e eficácia das práticas que serão ensaiadas na Feira do Livro do Porto, indicará acerca da viabilidade da reabertura de outras feiras e mercados ou eventos similares a partir de 30 de setembro ou de quando um novo despacho vier a determinar”.

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Este despacho entra imediatamente em vigor, “podendo as medidas ora determinadas ser objeto de prorrogação ou modificação em face da evolução da situação epidemiológica, de acordo com as determinações que venham a ser adaptadas a nível nacional”.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 1.277 pessoas das 29.912 confirmadas como infetadas, e há 6.452 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.