A União Europeia (UE) vai prolongar por um ano as sanções contra o Presidente sírio, Bashar al-Assad e outros altos funcionários políticos, militares e empresários, por causa da contínua repressão do regime contra civis.

O Conselho Europeu disse esta quinta-feira em comunicado que as sanções serão prolongadas até 1 de junho de 2021, mais de uma década após o início do conflito, alegando “a contínua repressão sobre a população civil”.

“O povo sírio teve que recorrer a reservas extraordinárias de resiliência”, disse o chefe da diplomacia da UE, Josep Borrell, acrescentando que os 27 países da comunidade europeia “continuam comprometidos em utilizar todas as ferramentas à sua disposição para conseguir uma solução política para o conflito, que beneficiará todos os sírios e terminará a repressão”.

O conflito na Síria dura há 10 anos e, segundo as Nações Unidas, 11 milhões de pessoas (incluindo cinco milhões de crianças) já foram obrigadas a fugir das suas casas, precisando de ajuda humanitária.

Oito em cada dez sírios vivem abaixo da linha da pobreza, ganhando menos de 100 euros por mês, e o país está atolado numa grave crise económica, com a moeda a desvalorizar-se constantemente e com os preços dos bens básicos a subirem.

A UE impôs sanções ao regime Sírio pela primeira vez em maio de 2011, determinando proibições de viagens, congelamentos de ativos e estabelecendo medidas direcionadas a operações como importações de petróleo, certos investimentos e o comércio de equipamentos que possam ser usados para reprimir civis.

Na lista de sanções estão abrangidas 273 pessoas, incluindo membros da família de Assad, altos oficiais militares e 70 entidades, como organizações e empresas.

A UE diz que as medidas foram desenhadas para tentar não dificultar a entrega de ajuda humanitária, não abrangendo alimentos ou equipamentos médicos.