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A legislação laboral sempre foi a linha que separou o Bloco de Esquerda do Governo socialista de António Costa e que esteve na origem da não-reedição da geringonça 2.0. Mas a crise pandémica mudou tudo e, como tal, o Bloco de Esquerda vê nela uma oportunidade para voltar a erguer o seu cavalo de batalha e para dizer que, perante um mundo diferente, é preciso um olhar diferente sobre o emprego. “Não basta manter o emprego, é preciso decidir que emprego queremos ter no futuro”, disse esta manhã a coordenadora do Bloco de Esquerda em conferência de imprensa. Subsídio especial para trabalhadores informais, sem contrato de trabalho, apoio aos trabalhadores independentes prolongado até ao fim do ano e melhorado na formula de cálculo, e salários pagos a 100%, numa divisão de esforços entre o Estado e as empresas, são algumas das propostas.

Este vai ser o lema do Bloco de Esquerda para a discussão sobre o Orçamento Suplementar, que vai ser apresentado ao Parlamento em junho. No entender do BE, esta é a oportunidade perfeita para mudar o “paradigma” do emprego em Portugal e “pôr fim a um modelo assente na precariedade do trabalho”, tirando “lições da crise” e reforçando os direitos de todos os trabalhadores. Para isso, diz, é preciso “uma alteração profunda da legislação laboral”. Financiamento? Terá de haver, dê por onde der. “É consensual que o Estado tem de investir para travar a profundidade da crise, sendo que as medidas de apoio social [e o seu custo] vão depender da profundidade e do tempo da crise”, disse, resumindo a ideia desta forma: “Financiamento para estas medias ocorrerá”.

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