Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

A pandemia fechou os portugueses em casa em meados de março e forçou as empresas a adaptarem-se a uma nova realidade de trabalho. Também o sector do turismo sofreu grandes abalos e ainda está à espera da retoma. A pensar numa nova normalidade, o Sheraton criou um novo serviço: o “Office @ Sheraton”, que arranca no próximo dia 22 de junho, prevê que as residências T1 do Sheraton Cascais Resort possam ser alugadas à hora em regime de teletrabalho.

“Estamos em fase de inovação. Existe uma nova necessidade, o teletrabalho veio para ficar”, diz ao Observador Pedro Santos, diretor geral do resort. “Muitas empresas e pessoas fizeram alterações de estratégia, houve até redução dos escritórios em termos de espaço”, comenta. Cansado de estar a trabalhar a partir de casa, também Pedro Santos usou o hotel muitas vezes como refúgio. Talvez dessa experiência tenha resultado esta iniciativa que oferece, assim, uma outra funcionalidade ao sector do turismo.

Assumindo que, ao fim de algum tempo, a casa pode não ser o espaço indicado para teletrabalho contínuo — seja por questões de concentração ou dificuldades óbvias em marcar reuniões presenciais —, este resort inserido na Quinta da Marinha disponibilizou os 73 apartamentos T1, com cerca de 60 metros quadrados e vista de jardim, para a nova modalidade. À exceção de computador, todos estão equipados com telefone (as chamadas internacionais são pagas à parte), impressoras e, naturalmente, internet.

A primeira hora nos apartamentos custa 75 euros, sendo que as seguintes custam 10 euros cada © Divulgação

A estrutura já montada no resort garante a disponibilidade de vários serviços, caso o cliente alugue o T1 ou as salas de reuniões do hotel. Isso significa que, mediante pedido, há serviço de motorista, room service, de comida e bebida, entre outros exemplos. E como estes escritórios improvisados estão inseridos num resort, é ainda possível usufruir da piscina, do ginásio, do spa (os tratamentos são pagos à parte) e do restaurante Glass Terrace, que pode servir confort food ou, se for essa a vontade, “algo mais requintado”. “Ajusta-se completamente aquilo que o cliente precisar”, garante Pedro Santos.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

A primeira hora nos apartamentos custa 75 euros, sendo que as seguintes custam 10 euros cada. Isto significa que reuniões de duas a três horas podem custar entre 85 e 95 euros. Mas há outras contas que podem ser feitas: caso a pessoa queira ficar a dormir na residência, a noite custa a partir de 200 euros, com pequeno-almoço incluído; dos sete dias de permanência, dois são oferecidos, com um custo de 725 euros e, se for ao mês, 10 dias são oferecidos, sendo o valor total do aluguer 2.900 euros. Já nas salas de reuniões, que podem receber até 10 pessoas, a primeira hora custa 100 euros e as restantes custam 10 euros cada uma.

“Nos T1 há uma zona de sala que é convertida em office e também em sala para receber visitas. Os apartamentos têm ainda uma pequena cozinha de apoio com máquinas de café e afins, casa de banho e quarto. Tudo com vista de jardim, o que é a grande mais valia.” Nestes apartamentos é possível receber quatro ou cinco pessoas. Pedro Santos dá ainda como exemplo os T4, que recebem até oito pessoas, embora refira que estas residências estão fora do pacote já apresentado, sendo que as circunstâncias de aluguer são trabalhadas caso a caso.

O serviço arranca a 22 de junho, altura em que o hotel reabre © Divulgação

O serviço arranca a 22 de junho, altura em que o hotel reabre — teve de encerrar por falta de clientes, ainda que a área das residências continue operacional com os inquilinos de longa duração —, mas já é possível fazer reservas através dos canais habituais.

Mas o resort não abre sem antes garantir que todas as medidas de segurança estão a funcionar a 100%. E Pedro Santos garante que é esse ocaso, até porque a unidade já possui o selo de “Clean and Safe” do Turismo de Portugal. A temperatura é medida a todas as pessoas que entram no resort, sendo que existe uma zona específica de desinfeção, da qual faz parte um tapete que desinfeta os sapatos. A todos é ainda oferecida uma máscara e no chão há sinalética para permitir que o distanciamento social é cumprido. Além disso, garante o diretor geral, a equipa trabalha sempre com “máscara, viseiras e luvas”.