As companhias aéreas podem perder mais de 84 mil milhões de dólares no exercício de 2020 e mais 15 mil milhões de dólares em 2021, devido à pandemia de Covid-19, anunciou esta terça-feira a IATA.

As previsões de perdas da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) equivalem a cerca de 74 mil milhões de euros para 2020 e 13,2 mil milhões de euros para 2021.

“Após as perdas de 84 mil milhões de dólares este ano, prevemos prejuízos suplementares de 15 mil milhões de dólares em 2021”, explicou em conferência de imprensa a IATA, que representa 290 companhias, duramente afetadas pelo encerramento de fronteiras em todo o mundo, uma medida para conter a pandemia.

“As perdas deste ano serão as mais importantes da história da aviação”, afirmou o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac, acrescentando que durante a crise financeira de 2008 e 2009, as companhias aéreas perderam 31 mil milhões de dólares.

Juniac alertou também para o elevado nível de endividamento das companhias, considerando que as “medidas de ajuda financeira adotadas pelos governos impediram as companhias de falir, mas aumentaram a dívida de 120 para 550 mil milhões de dólares”.

O mesmo responsável insistiu na necessidade de “governos e indústria trabalharem em conjunto para a adoção das recomendações sanitárias” da Organização de Avião Civil Internacional (OACI), uma vez que, segundo a IATA, os passageiros “vão voltar aos aviões quando as fronteiras reabrirem” e deve ser-lhes dada “confiança para voar”.

A OACI divulgou na semana passada uma série de recomendações sanitárias para o transporte aéreo, prevendo o uso de máscara e controlo da temperatura.