O Prémio Princesa das Astúrias para a Cooperação Internacional 2020 foi esta quinta-feira atribuído em Oviedo, Espanha, à Aliança Global para a Vacinação (GAVI), uma organização que assegura o acesso à imunização em países pobres.

O júri escolheu esta entidade com sede em Genebra (Suíça) pelo seu trabalho para “facilitar o acesso universal” às vacinas e assim reduzir o impacto das doenças infecciosas, e por “ajudar a garantir que metade das crianças do mundo estejam protegidas com vacinação preventiva”.

Os principais parceiros desta “aliança” são a Organização Mundial da Saúde (OMS) , a UNICEF, o Banco Mundial e a Fundação Bill e Melinda Gates.

Gavi é um “mecanismo de cooperação internacional” que reúne atores públicos e privados em apoio dos sistemas nacionais de saúde na realização de programas em 73 países, tendo conseguido vacinar 760 milhões de crianças nos estados que são considerados “em vias de desenvolvimento”.

O jurado considera que a organização, que se caracteriza pela aplicação de soluções inovadoras, contribui diretamente para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e tem um impacto na melhoria da esperança de vida.

O seu trabalho, que se baseia na cooperação multilateral, reúne todos os setores da sociedade e congrega esforços em prol da saúde dos mais vulneráveis.

Este foi o oitavo e último dos Prémios Princesa das Astúrias que foram anunciados este ano, depois de o destinado à Concórdia ter sido atribuído aos profissionais espanhóis de saúde.

O prémio das Artes foi atribuído aos compositores Ennio Morricone e John Williams, o da Comunicação e Humanidades à Feira Internacional do Livro de Guadalajara e ao Festival Hayaos, o das Ciências Sociais, ao economista turco Dani Rodrik, o do Desporto, ao piloto espanhol Carlos Sainz, o das Letras à poeta e ensaísta canadiana Anne Carson e o da Investigação Científica e Técnica aos matemáticos Yves Meyer (francês), Ingrid Daubechies (belga e norte-americana), Terence Tao (australiano e norte-americano) e Emmanuel Candès (francês).

O Prémio Princesa das Astúrias para a Cooperação Internacional foi atribuído em 2019 ao matemático e engenheiro Salman Khan e à Academia Khan e, em edições anteriores, à Organização Mundial da Saúde (2009), Al Gore (2007), Simone Veil (2005), Luiz Inácio Lula da Silva (2003), Fernando Henrique Cardoso (2000), Helmut Kohl (1996), Mário Soares (1995), Jacques Delors e Mikail Gorbachov (1989).

Os Prémios Princesa das Astúrias distinguem, em termos gerais, o “trabalho científico, técnico, cultural, social e humanitário” realizado por pessoas ou instituições a nível internacional.

O galardão destinado à Cooperação Internacional é atribuído para recompensar “o trabalho individual ou coletivo para o desenvolvimento e fomento da saúde pública, a universalidade da educação, a proteção e defesa do ambiente e o progresso económico, cultural e social dos povos”.

Cada um dos prémios consiste numa escultura do pintor e escultor espanhol Joan Miró — símbolo que representa o galardão -, 50 mil euros, um diploma e uma insígnia, que nos anos anteriores foi entregue numa cerimónia solene presidida pelo rei de Espanha, Felipe VI, no teatro Campoamor, em Oviedo.