O coordenador da resposta à Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, Duarte Cordeiro destacou esta quinta-feira a “evolução positiva” registada neste território, mas ressalvou que é necessário manter um “otimismo prudente” na avaliação da situação.

A tendência, esperamos, é de redução do número de casos na região, mas nesta fase com um otimismo prudente, tendo em conta que temos tido resultados, mas também temos de ter suficiente distanciamento para olharmos na lógica de uma ou duas semanas e não nos agarramos excessivamente aos últimos dias”, disse Duarte Cordeiro.

O também secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares falava esta tarde aos jornalistas após uma visita ao Gabinete de Intervenção para a Supressão da Covid-19 em Lisboa e Vale do Tejo.

Fazendo um balanço à passagem das 19 freguesias de cinco concelhos da Área Metropolitana de Lisboa – Lisboa, Loures, Odivelas, Amadora e Sintra – que estavam em situação de calamidade desde o início de julho para a situação de contingência, o governante sublinhou que a situação é “uniforme naquilo que é a gravidade relativamente à Covid-19”.

Optou-se por manter um conjunto de medidas que foram consideradas essenciais para a evolução positiva verificadas nas últimas semanas”, apontou, acrescentando que estas serão reavaliadas daqui por 15 dias, “em conjunto com os autarcas”.

Nesse sentido, Duarte Cordeiro admitiu que nessa ocasião possa existir “um maior grau de abertura e a redução de algumas restrições, se os números continuarem a baixar”.

O otimismo é partilhado pelo coordenador do Gabinete de Intervenção para a supressão da Covid-19 na Região de Lisboa, Rui Portugal, que afirmou que “o sucesso da estratégia adotada é total”.

Rui Portugal salientou a rapidez com que está a ser feita a monitorização da situação e a produção dos inquéritos epidemiológicos que, “em alguns casos, estão a ser respondidos em três, quatro horas”.

O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros a passagem das 19 freguesias da Área Metropolitana de Lisboa (AML) que se encontram em situação de calamidade, devido à pandemia da Covid-19, para o estado de contingência.

A ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva justificou a alteração com a “evolução positiva que se tem verificado no último mês” nesta zona, com uma redução na última semana de cerca de 30% dos casos na região de Lisboa e Vale do Tejo.

As alterações agora aprovadas estarão em vigor a partir das 00h00 de sábado até às 23h59 do dia 14 de agosto.

O conjunto de restrições que existe na AML irão permanecer em vigor, nomeadamente em relação ao encerramento da generalidade dos estabelecimentos comerciais às 20h00 e a proibição da venda de álcool também a partir das 20h00.

Permanece igualmente em vigor, em todo o país, a proibição de consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos e a limitação de concentração de 20 pessoas nos territórios em situação de alerta e de 10 pessoas na AML.

Segundo a ministra da Presidência, irão continuar também a funcionar as equipas multidisciplinares constituídas entre as autarquias, os serviços públicos de saúde, Segurança Social e Administração Interna, “que se revelaram muito eficazes na redução de casos” na Área Metropolitana de Lisboa.

A generalidade de Portugal continental entrou no dia 1 de julho em situação de alerta devido à pandemia de Covid-19, com exceção da AML, que passou para o estado de contingência. Nesta zona, que é constituída por 18 municípios, 19 freguesias de cinco concelhos – Loures, Amadora, Odivelas, Lisboa e Sintra – permaneceram em estado de calamidade.

Estes três níveis, que correspondem a diferentes restrições ao desconfinamento, estão em vigor até às 23h59 de sexta-feira.

As 19 freguesias que ainda estão em estado de calamidade são: Santa Clara (Lisboa), as quatro freguesias do município de Odivelas (Odivelas e as uniões de freguesias de Pontinha e Famões, Póvoa de Santo Adrião e Olival Basto, e Ramada e Caneças), as seis freguesias do concelho da Amadora (Alfragide, Águas Livres, Encosta do Sol, Mina de Água, Venteira e União de Freguesias de Falagueira e Venda Nova), seis freguesias de Sintra (uniões de freguesias de Queluz e Belas, Massamá e Monte Abraão, Cacém e São Marcos, Agualva e Mira Sintra, Algueirão-Mem Martins e a freguesia de Rio de Mouro) e duas freguesias de Loures (uniões de freguesias de Sacavém e Prior Velho, e de Camarate, Unhos e Apelação).