Uma colisão entre um comboio e um veículo ligeiro fez este sábado um morto perto de Leiria, confirmou o Observador junto do Comando Distrital de Operações de Socorro. A vítima mortal é o condutor da viatura ligeira.

O acidente ocorreu na tarde deste sábado numa passagem de nível em Gândara dos Olivais, no concelho de Leiria, perto das 17h. O choque provocou o descarrilamento do comboio.

Ao Observador, a Infraestruturas de Portugal confirmou que a passagem de nível estava a funcionar normalmente, sem problemas, e a proibição de passagem não foi respeitada pelo veículo ligeiro.

A linha do Oeste está cortada na sequência do acidente. Este sábado, já só deveria passar naquele local mais um comboio, mas a ligação foi suprimida. Fonte da Infraestruturas de Portugal disse que a reparação daquele troço não deverá levantar grandes dificuldades.

Para o local do acidente foram mobilizados 12 operacionais, incluindo elementos da PSP, do INEM, da Refer e dos Bombeiros Voluntários de Leiria.

O acidente ocorreu um dia depois de uma colisão entre um Alfa Pendular e uma viatura de serviço da Infraestruturas de Portugal ter feito duas vítimas mortais e cortado a Linha do Norte na zona de Soure.

A colisão em Leiria aconteceu menos de duas horas antes de uma visita do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, ao local do acidente de sexta-feira.

Questionado pelos jornalistas presentes no local sobre a confiança dos portugueses na ferrovia ao testemunharem dois acidentes em dois dias, o ministro recusou associar os dois acontecimentos.

“Esse acidente ainda ocorre em alguns sítios do país onde temos passagens de nível e onde infelizmente não se respeita a passagem de nível”, disse o ministro. “Ao longo dos anos que em Portugal se tem vindo a eliminar as passagens de nível, mas não é possível eliminar todas.”

“Eu próprio quando assumi estas funções quis perceber como é que esses acidentes ainda acontecem e como evitar. Temos de procurar diminuir o risco de os erros humanos conduzirem a erros fatais”, explicou Pedro Nuno Santos.

“Estamos a falar de uma passagem de nível automática, não se pode barrar em toda a dimensão. O que aconteceu é aquilo que não pode acontecer, que foi o não respeito da passagem de nível”, afirmou o ministro.