Para uns, o Grupo Volkswagen não parece estar a acertar no conteúdo ou na forma dos seus anúncios, já outros consideram que os germânicos dão demasiada atenção às redes sociais e às caixas de comentários. Mas a realidade é que, cerca de dois meses após a Volkswagen ter retirado um anúncio à 8ª geração do Golf, acusado de ser racista, agora é a vez de a Audi estar associada a um anúncio que promove a insegurança e exploração de uma imagem sexualmente sugestiva de uma criança.

Volkswagen retira anúncio acusado de racismo

No anúncio em causa é possível ver uma criança, que aparenta rondar os 5 anos, encostada à frente de um Audi RS4, um dos modelos familiares desportivos da marca. A criança tem um ar adorável, como todas as crianças, e o Audi tem um aspecto agressivo, como é habitual nas versões mais possantes de qualquer construtor.

A campanha foi difundida através do Twitter no domingo, associada à frase “Lets your heart beat faster – in every aspect” (“Deixe o seu coração bater mais depressa – em todos os aspectos”). Mas o anúncio, que poderia situar-se algures entre o interessante ou o aborrecido para a maioria das pessoas, que habitualmente gostam de crianças e de carros, gerou controvérsia e muitos comentários críticos.

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Uns acusaram o anúncio de ser “inseguro”, por a criança estar à frente do carro numa posição que a tornaria dificilmente visível pelo condutor. Mas mais estranho foi o segundo tipo de acusações a que a publicidade ao RS4 deu origem, com a Audi a ver-se acusada de estar a explorar uma criança com imagens “sexualmente explícitas”, o que deu origem a que os “opinadores de serviço” às redes sociais se atacassem até entre si.

Apesar do anúncio parecer normal e tão inócuo como tantos outros que diariamente são divulgados pela televisão e pelos restantes meios de comunicação, a confusão que despoletou foi, mais uma vez, considerada excessiva para uma marca do Grupo Volkswagen, tendo a Audi optado por retirar a campanha.

A marca dos quatro anéis ainda alegou que o Audi RS4 estava equipado com mais de 30 sistemas de assistência à condução, incluindo a travagem de emergência que evita o atropelamento de peões, mas de nada serviu. No final, acabou a pedir desculpa e a classificar o anúncio de “insensível”, deixando a promessa que iria estudar internamente o assunto para garantir que não volta a acontecer. Na essência, as mesmas palavras que a Volkswagen utilizou meses antes.