A Panasonic anunciou que pretende investir mais 100 milhões de dólares para reforçar a sua capacidade de produção na fábrica da Tesla no Nevada, de forma a acompanhar o incremento de fabricação de novos modelos do construtor norte-americano. Paralelamente, o agora anunciado investimento vai assegurar que o fabricante japonês será capaz de se manter como o maior fabricante de baterias de iões de lítio.

Um dos trunfos da Tesla sobre a concorrência sempre teve a ver com as melhores características das suas baterias, tanto em termos de densidade energética como de longevidade, o que explica que os seus modelos consigam ir mais longe entre recargas da bateria, ou seja, ofereçam maior autonomia. E isto é conseguido devido ao “casamento” entre a Tesla e o seu parceiro técnico Panasonic, em que a segunda fabrica e vende acumuladores em exclusivo para a Tesla, para esta equipar alguns dos seus modelos, com o construtor a ceder a fábrica do Nevada para que a Panasonic assegure a produção.

Acabou-se! Tesla não investe mais até atingir 35 GWh

Já houve conversações bem tensas entre um e outro, com as piores a terem a ver com a época em que a Panasonic tinha de atingir os objectivos contratados originalmente com a Tesla, sem ter de reforçar a capacidade da linha de produção (que pertence ao seu parceiro). Mas como ambas as empresas têm a ganhar com o acordo, têm conseguido fazer as pazes, o que permite que a Panasonic continue na liderança entre os fabricantes de células de iões de lítio.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Sucede que a Tesla está a poucos dias de apresentar as suas próprias baterias, que pretende fabricar em novas linhas de produção, que terão capacidade superior e preço inferior. Os novos acumuladores serão apresentados em Setembro, durante o esperado Battery Day, restando saber como é que estas novas baterias se encaixam nos acordos com a Panasonic.

Tesla (quase) pronta a produzir novas baterias

Mas nem esta “infidelidade” agendada para breve retira o interesse à Panasonic no projecto a meias como a Tesla. Isto apesar de o fabricante japonês de baterias também já se ter comprometido com outra empresa nipónica, a Toyota. Mas este construtor vai necessitar de alguns anos até possuir uma necessidade interessante de baterias, o que leva a Panasonic a reforçar a sua capacidade de produção com a Tesla.