O primeiro-ministro japonês vai mesmo demitir-se na sequência de problemas de saúde. Shinzo Abe já fez o anúncio ao Partido Liberal Democrático, de acordo com a agência de notícias AFP, que cita a deputada Tomomi Inada. “Ouvi o seu plano [para se demitir]. Foi repentino e inesperado. Estou estupefacta”, disse a política aliada do primeiro-ministro demissionário.

Tomomi Inada disse aos jornalistas que Shinzo Abe vai continuar no cargo enquanto não for decidido um sucessor, muito provavelmente através de uma eleição no Partido Liberal Democrático, conta a AFP.

A decisão, que já tinha sido avançada esta manhã pela rádio pública japonesa (NHK), é tomada após quase oito anos como chefe de Governo — batendo mesmo esta semana o recorde de longevidade no cargo.

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A especulação sobre o estado de saúde do primeiro-ministro japonês já durava há algumas semanas, depois de Shinzo Abe ter reduzido as aparições públicas e mais ainda, como sublinha o New York Times, depois de ter visitado um hospital duas vezes no espaço de dias.

No final da semana passada, o chefe de gabinete do primeiro-ministro assegurava que Shinzo Abe continuaria no cargo e que o seu estado de saúde não tinha sofrido qualquer agravamento, mas, afinal, vai mesmo antecipar o fim do mandato.

Shinzo Abe esteve inicialmente no poder em 2006, mas acabaria por demitir-se no ano seguinte — apontando também na altura problemas de saúde — e voltou em 2012, mantendo-se como primeiro-ministro desde então.

Notícia atualizada às 9:50.