As raízes locais de Joana Duarte fortaleceram-se com a busca além-fronteiras. Aos 25 anos, não pode dizer que o apelo da moda tenha sido constante. Num percurso de novas descobertas e hesitações, deixou Santarém para estudar em Lisboa. Mais tarde rumou a Londres, onde decidiu abrir um parênteses no historial académico para viver na Índia. Voltou, não com um sentimento de missão, mas com uma noção de dever enquanto designer.

As arcas, mais ou menos bafientas, e os velhos enxovais são a matéria-prima e, em simultâneo, um recreio onde Joana corta, reaproveita e constrói. Béhen, a marca que nasceu há precisamente um ano, lançou exatamente aí os seus alicerces, no compromisso de gerar a novidade a partir do velho. “O Casamento” foi a coleção que a pôs no mapa — a primeira — à base de uma mixórdia ousada de linhos, naperões em crochet, colchas lustrosas, bordado Madeira e toalhas.

Aos 25 anos, Joana Duarte apresenta pela primeira vez uma coleção com um desfile na ModaLisboa

FILIPE AMORIM/OBSERVADOR

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