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Morata marcou, acertou no poste e voltou a marcar (num lance irregular) mas não há nada como Ronaldo – e a Juventus que o diga

Juventus somou segundo empate em quatro jogos da Serie A frente ao Crotone (1-1) num jogo onde a ausência de Ronaldo se fez sentir apesar da noite inspirada de Morata – e Chiesa não ajudou nada...

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Morata, uma das contratações de peso para o ataque, marcou pela Juventus; Chiesa, a outra, assistiu mas viu vermelho direto aos 60'

Morata, uma das contratações de peso para o ataque, marcou pela Juventus; Chiesa, a outra, assistiu mas viu vermelho direto aos 60'

Este deveria ser o jogo em que Cristiano Ronaldo voltava a ser titular na Juventus. E este deveria ser o jogo onde, em condições normais, Cristiano Ronaldo voltaria também a marcar, tal como aconteceu com a Sampdória (um) e com a Roma (dois) – frente ao Nápoles, na última jornada, o triunfo foi conseguido por falta de comparência mas encontra-se ainda em discussão na secretaria. Ronaldo, como se sabe, não era opção para Andrea Pirlo no jogo com o Crotone mas nem por isso deixou de ser a principal notícia antes e no lançamento do encontro.

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“Não infringi qualquer protocolo, como andam aí a falar. Não estava suposto mas vou dizer. Isso é tudo mentira, fiz as coisas todas bem. Falei com a minha equipa, tivemos o cuidado de fazermos as coisas bem desde a saída da Seleção. Tudo com autorizações. Isso que as pessoas estão aí a falar é tudo mentira, principalmente um senhor daqui de Itália, alguém cujo o nome não vou referir, a dizer que eu não cumpri os protocolos. Sempre cumpri e irei sempre cumprir. Mas isto não estava para vir à baila”, salientou num direto feito no Instagram, fazendo alusão às palavras do ministro italiano do Desporto, que colocara em causa antes todos os procedimentos.

Ronaldo: “É simplesmente mentira dizer que não cumpri com protocolos. Fiz tudo autorizado”

“As qualidades de um certo jogador não lhe dão autorização para ser arrogante e desrespeituoso para com as pessoas e para mentir. Além disso, quanto mais és conhecido mais responsabilidade tens, por isso deves pensar antes de falar para dar o exemplo. Não tenho intenção de continuar a falar sobre isto. Confirmo o que disse ontem relativamente ao abandono do hotel por parte de alguns jogadores da Juventus, isto baseado nas comunicações do clube com as autoridades de saúde de Turim. Não terei mais intervenção neste tema e reforço os meus desejos de que todos os que testem positivo tenham uma rápida recuperação”, respondeu Vincenzo Spadafora em declarações à agência ANSA, que antes tinha afirmado que os jogadores da Juventus que se deslocaram para as respetivas seleções poderiam ter quebrado o protocolo quando saíram de Turim.

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Uns defendiam Ronaldo (e os restantes companheiros, na maioria sul-americanos), outros estavam de acordo com o ministro, outros preferiam fintar mais ou menos a questão como Andrea Agnelli, presidente da Juventus que saiu em defesa do português mas sempre em consonância com as autoridades de saúde. Certo é que aquilo que deveria ser apenas mais um jogo da Vecchia Signora na Serie A transformou-se em algo mais do que isso antes do início da partida. Depois, tudo mudou. E os campeões italianos tentavam saltar uma estatística nem sempre favorável nos jogos do Campeonato sem o português: em 2018/19, Ronaldo falhou sete partidas e a Juve somou quatro vitórias e três derrotas; na última época, em cinco ausências, conseguiu três triunfos, um empate e um desaire.

Apesar de ter opções mais diretas como Dybala ou Bernardeschi para substituir Ronaldo, Pirlo deixou Morata na frente, Kulusevski na direita mas mais por dentro, Chiesa a fazer todo o corredor quando Danilo encostava no meio e fazia uma linha de três atrás e uma surpresa chamada Portanova, jovem formado em Turim que fez apenas um jogo na equipa principal e em 2018/19. E foi o italiano a ter a primeira oportunidade da Juventus, após assistência de Chiesa (o principal municiador do ataque), antes de Bonucci carregar Reca na área e Simy marcar a grande penalidade que adiantou o Crotone (e mereceu uma dedicatória que não demorou a tornar-se viral). Os visitados colocavam-se numa boa posição para poderem gerir o jogo de outra forma mas a vantagem durou apenas dez minutos, altura em que Álvaro Morata começou e concluiu um lance com Chiesa a criar o desequilíbrio (21′).

[Clique nas imagens para ver os golos do Crotone-Juventus]

Depois do intervalo, e com o Crotone a tentar chegar à frente sempre que possível mesmo dando o domínio de jogo ao adversário, a Juventus teve um pouco de tudo mas não conseguiu desfazer o empate: Chiesa foi expulso com vermelho direto, Morata acertou no poste, o mesmo Morata teve um golo anulado pelo VAR e a insistência acabou por não ter resultados práticos, com os campeões italianos a somarem a segunda igualdade noutros tantos jogos fora feitos na Serie A, ficando assim a quatro pontos do líder AC Milan, que ganhou o dérbi ao Inter.

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